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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Uma História Real, Dramática e Comovente!!!

Como sabem a blogosfera é um mundo. Um mundo que nos permite conhecer um bocadinho de tantos, quantos aqueles que visitamos. Grande parte dos Blogs que visito, são designados por Babyblogs. Lá assistimos ao relato das mãmas babadas, que nos dão a conhecer, com muito orgulho, as vitórias e o desenvolvimento dos seus bébés.

Gosto muito de os ler, e fico sempre muito contente, por ver, que os pais, já começam a estar muito presentes no acompanhamento da gravidez das suas companheiras, e é fantástico, assistir ao entusiasmo com que por vezes nos dão a notícia do nascimento dos filhotes.

Não há duvida que o nascimento de uma criança ... é uma benção ... é um momento inesquecível.

Contudo, e porque o mundo não é cor-de-rosa, nem sempre as coisas correm como planeado ... começam a surgir muitas noites mal dormidas, por vezes, uma depressão pós parto, stress, alterações na rotina diária, menos tempo para o romance ..... e nem todos os casais estão devidamente estruturados, para nesses momentos mais dificieis ... fazerem do amor, da cumplicidade, do respeito, do amor e do carinho, os pilares para o sucesso de uma vida em comum.

Continuo a achar que a chegada de um filho contribui grandemente para o fortalecimento ou enfraquecimento de um casamento. Jamais a vida será como antes. A ruptura ... é grande parte das vezes ... a única solução.

O problema está, em que muitas vezes, é aí, e só aí, .... que realmente acabamos por conhecer o nosso companheiro de largos anos, aquele que amámos, e que jamais pensámos que poderia ser como o vemos agora.

Perguntamo-nos como é possível termos estado tão cegas, e começamos a lembrar-nos daquilo que nos diziam aqueles, que nunca dele gostaram .... é a desilusão!!

Mas e agora? como será a vida daqui para a frente?. Agora que há um filho como o iremos partilhar? Partilhar? Será que estamos preparadas para partilhar o nosso rebento?, ainda por cima agora, que nos sentimos carentes?

Será que estamos com vontade de proporcionar alguns momentos de felicidade ao nosso ex? Ao ex, que nós acusamos de não nos ter dado o apoio necessário, quando mais precisámos?

Dificilmente estaremos. Estamos magoadas ... queremos afastarmo-nos, queremos esquecer ... e por isso pergunto, como é que isso se consegue, estando semanalmente a ver, aquele que tanto mal nos provocou? ... sim, aquele que nós acusamos, como sendo, o responsável pelo desmoronamento do castelo cor de rosa? Não queremos contacto. Mas há aqui um Filho!!!

O certo é que estamos demasiadamente preocupadas em viver a nossa dor ... para pensarmos em mais alguém. O dia é levado a pensar em como tudo poderia ser diferente ... só mais algum esforço (claro que da outra parte) e tinhamos conseguido. Quando finalmente, e passado algum tempo, nos começamos a habituar, à nossa nova condição de divorciadas, eis que começamos a pensar em curtir a vida, em sair, em recuperar as amizades esquecidas, em investir quem sabe, num novo relacionamento! Aí, começamos a pensar que talvez até fosse boa ideia partilhar o rebento ... dar-nos-ia alguma liberdade ... pelo que, a partilha até pode ser uma hipotese a ter em conta!

Entretanto, o processo de divorcio decorre ... há tantas coisas para dividir ... a casa, o carro, a mobilia, as acções, a dívida do cartão de crédito... sem esquecer as infinitas regras que têm de ser fixadas, os prazos para a realização da venda dos bens, etc, etc, sem esquecer a tão importante pensão de alimentos, que o nosso ex, teima em só dar, quando obrigado, por um qualquer juíz!!!

Começamos a pensar, que talvez partilhando o rebento, talvez o nosso ex, fosse mais benevolente, na prestação a pagar. Ele, pelo seu lado, queixa-se que não tem dinheiro ... sim, porque agora, tem uma casa alugada ... cuja renda pesa no orçamento ... pelo que não se pode "esticar".

Lá combinámos um dia para a partilha da criança, mas claro à experiência, para ver como ela reage. Marcámos para o dia tal, às tantas horas. Ele pontual, bate-nos à porta, e nós, com o coração apertadinho, acompanhamos a criança à porta, para que vá passear com o pai. Abrimos a porta de casa ... e surprise!!!! o ex, vem acompanhado de uma esbelta senhora, a que chama Amiga! temos vontade de voltar a cassete para trás, para a deixarmos na "cena" em que íamos aceitar a partilha, mas ainda não o tínhamos feito.

Mas, teremos de ser fortes ... afinal não nos podemos deixar intimidar com a presença da outra .... que ainda tem a lata, de ir passear não só com o nosso ex, mas também com o nosso filho. Aquelas poucas horas que nos iam sobrar para o convívio, ficam esquecidas. Aterramos no sofá para carpir as mágoas, a revolta é grande, e a dor profunda, mas ele vai pagá-las, ai se vai!!!

Estamos no final da tarde ... e estamos ansiosas pela chegada da criança. Finalmente chegam, mas 5 minutos atrasados, o que é inconcebível!!!. A criança é literalmente bombardeada com algumas perguntas, como sejam: onde estiveram?, o que fizerem?, a amiga do pai é simpática? e gostaste dela?, e como se chama?, e onde mora?, e deu algum beijo ao pai? .... aquela parte que deveria ser a principal, que seria tentarmos saber se tinha gostado?, como se tinha sentido? .... fica para quando as outras perguntas todas, se esgotarem.

Ficamos a saber que o pai está a pensar ir de férias com a amiga para o estrangeiro! Como se atreve? Então contesta o valor da prestação de alimentos e agora vai de férias? e com a amiga? não pode ser!!!! Ai queres brincadeira então vais tê-la. Chegamos ao dia, em que em tribunal, iremos regularizar o poder parternal, e atribuir uma pensão de alimentos. O poder paternal é-nos entregue, ou seja nós decidimos ... a prestação de alimentos é fixada, ou seja, ele paga.

Pode ser que assim fique com menos dinheirinho para passear com a amiguinha!!

Ficou estabelecido que ele verá, e estará com o nosso rebento de 15 em 15 dias. Estás a ver já estás em desvantagem. Queres ter filhos, pede à tua amiguinha para te arranjar um!!

Chegamos ao dia de véspera da visita, e o telefone toca ... é o ex que pretende confirmar que estará á espera do rebento à nossa porta pelas tantas horas. O quê? mas este pensa que já nos esquecemos da história da amiguinha? como está enganado.

Olha ex, tens razão hoje era o teu dia, mas o nosso filho, recebeu um convite para ir à festa de aniversário de um coleguinha da escola ... não tive como dizer que não!!!! Desculpa, mas sabes como é, nestas idades também já têm vida social!!!!

O ex, embora não tendo achado grande graça, não teve como contestar!!! Viste? cá se fazem , cá se pagam!!!! Passam uns dias, e a criança fica subitamente com febre. Decidimos telefonar ao ex para lhe dar a conhecer essa situação, e para lhe pedir que nos acompanhasse ao Hospital. Já que foi ele, que ficou com o carro da família, agora que nos socorra!! É que ir às 2 da manhã de táxi, com os perigos que aí espreitam, não é solução.

Pegamos no telefone, marcamos o número do ex. O telefone chama. Ninguem atende. Começamos a ficar nervosas! Insistimos ... até que .... a amiga atende o telemóvel! Danadas desligamos a chamada!! Grande lata, para além de estar com ele ainda atende o telemóvel ...Dahhh!!!

Só podem estar a brincar connosco, então quer dizer, ando eu aqui, a controlar as febres, a colocar ben-u-rons-, preocupada, vou ter que faltar ao trabalho amanhã, e ele na maior?

Isto não nos pode estar a acontecer!!! Continuas a brincar não é? Pois vais ver!!! Chega o dia da visita e eis que tocam a porta ... abrimos a porta, e lá vinha ele, todo bem disposto. Comunicamos-lhe que a criança está doente, e que até lhe tínhamos ligado a comunicar, mas como ele estava muito ocupado, não atendeu o telefone! Ligaste-me? quando? a que horas? isso agora não interessa nada. O nosso filho tem uma virose, está com febre, pelo que não pode sair.

Lá foi ele com o rabinho entre as pernas ... como se tivesse levado com um balde de agua fria em cima da cabeça ... um bocadinho á semelhança do que nos acontecera no mesmo local, semanas antes ... quando me deparo com a Amiguinha! Viste ... cá se fazem cá se pagam.

TODA ESTA HISTÓRIA É FICÇÃO, e é uma história que tem tanto de absurda como de real. Quando imagino os conflitos de um casal em processo de divorcio, em que as coisas não correm bem, com queixas recíprocas de incumprimento .... parte (uma pequena parte) dos conflitos imagino-os assim. Esta visão ridicula, fui buscá-la, não só a alguns sentimentos por mim vividos aquando da regularização do poder paternal do André (aquela de abrir a porta e ver a amiguinha, aconteceu comigo, e nem imaginam a minha IRA, e pior que tudo, é que só vi mesmo a amiguinha, porque o pai, estava em casa dele, lol, lol, lol), bem como, nas diversas conversas que pude ter com algumas mães, que tal como eu, se debatiam em tribunal pela partilha dos seus filhos). Bem sei que isto é tudo aquilo, que não deveria acontecer, afinal de contas, quando planeamos um filho, deveríamos ter a maturidade suficiente para equacionar-mos, nem que remotamente, a possibilidade de termos de passar por uma situação de divórcio!!! Nesta história esta mãe, nunca parou para pensar no que seria bom para o desenvolvimento e crescimento saudável do seu filho.

A única coisa que fez, foi utilizar o filho como arma de arremesso para se vingar do seu companheiro, uma vez que lhe atribuía a responsabilidade pela ruptura do matrimónio. Não haja duvida, que nestas situações ... o único sentimento que fica é a frustração, mas como adultos que somos, temos de ter o bom senso, para afastarmos esses pensamentos tão negativos, e a vontade de vingança .... por uma relacionamento mais não seja, cordial ... os filhos merecem-nos o maior dos respeitos e se não forem os pais a zelar pelos direitos dos filhos ... quem será?

Nota: Decidi escrever esta história na 1ª pessoa do plural, pois penso que embora esta postura seja perfeitamente condenável, qualquer pessoa está sujeita a poder cair na tentação de pensar, e quem sabe até agir, como a protagonista .... só assim se explica o facto de existirem "carradas" de processos judiciais com os relatos dos encontros e desencontros de mães, pais e filhos!

UMA HISTÓRIA REAL, DRAMÁTICA E COMOVENTE!!

Penso que esta história, que repito é Fictícia, nada terá a ver, na sua génese, com a história real que é retratada neste blog http://filhoparasempre.blogspot.com/ . Este drama é real, é vivido a cada momento, em cada segundo, da vida do Sérgio, e da sua amiga/companheira/mulher, Xana.

O Sérgio, é pai do Gonçalo, um menino de 7 anos, que foi arrancado abruptamente, do convívio do seu pai, familiares e amigos, por uma mãe (ex-mulher do Sérgio) que foi, sem pensar em mais nada, nem mais ninguém, viver para Angola. Convido-vos a visitarem o Blog, para que todos juntos, possamos dar força a este pai, pois também ele, tem direito a ver crescer o Gonçalo!!!

Um beijinho e bom Fim de Semana!!!

3 comentários:

Elisabete disse...

Também já tinha lido esse blog e fikei bastante comovida com a situação deste pai k luta para voltar a ver o filho.
Há coisas k não fazem sentido e há tantas histórias como a k tu contas.
Tenho uma amiga k está nessa situação, infelizmente, embora não use a criança como arma. Mas são vidas que se desgastam inutilmente, sem proveito para ninguém pois todos acabam por sofrer.
Mas há tantas!

Pai Para Sempre disse...

Filipa,
Muito obrigado pelo teu carinho e confiança. A minha história, pelo que fui observando, não ficará muito longe do que descreves. Um ou outro pormenor difere mas...pelo menos nas suas conclusões é muito idêntica. Se bem que, quando o Gonçalo nasceu a minha vida mudou para melhor e eu sinto que tinha paciência para tudo dele e nele. Nunca me custaram as noites mal dormidas e deliciei-me com cada momento do nosso bébé...
Tudo mudou...quando eu, pai, descobri que tinha cegado!
Um beijo, obrigado por tudo
Sérgio

Maria Alexandra Martins disse...

Querida Filipa,
De tudo quanto escreves é fácil perceber como és sensível e especial. Muito obrigada pelo teu carinho. Quem me dera um mundo de Filipas. O Sérgio é uma pessoa adorável, lindo, carregado de amor. Sinto imenso orgulho quando o observo e percebo o que tem de maravilhoso. Espero um dia poder convidar-te para veres como é mágica a relação que ele tem com o Gonçalo. Eles são, ambos, pessoas especiais.São a minha querida e doce família.
Eu não desejo mal à mãe do Gonçalo. Sou mulher, sei o que sentimos, sei como pensamos e onde cometemos os nossos erros mas...desejo que ela perceba que ganhamos mais se conseguirmos ter uma relação cordial, de companheirismo. O Gonçalo não é o meu filho mas é um dos meus amores. Nunca pretenderei substituir a mãe dele, nunca na vida. Só quero que ele conte comigo, como amiga, amiga de verdade.
Um xi coração para ti,
Obrigada
Xana