segunda-feira, 26 de maio de 2008
Um Episódio de Vida ... no Dentista!!
Postado por Filipa às 14:07 1 comentários
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sexta-feira, 23 de maio de 2008
Um Episódio de Vida ... Conversa entre Homens
Postado por Filipa às 12:46 1 comentários
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quinta-feira, 22 de maio de 2008
Quarta-feira 8 de Março de 2006
- Mãe quero-te pedir um favor. Na 6ª feira tenho de sair!
- Para quê? Onde queres ir? (pergunto eu)
- Sabes tenho de ir dar uma “Foda”
Resultado: Uma brutal discussão com direito uns estalos à mistura, tendo ficado “fechado” no quarto toda a tarde. Eu nem conseguia olhar para ele!!!!
Consequência: Aproveitou ter estado toda a tarde enfiado no quarto, colocou a roupa toda dentro de sacos e fê-las chegar pela janela do quarto à casa do vizinho de cima. Abriu a porta do quarto, a de casa, e saiu. Verifiquei nessa altura a ausência das roupas. Bati à porta do vizinho e exigi a entrega de todos os “bens” do André. Contudo tinha levado a chave de casa, que entregou dias mais tarde à minha mãe. Esta era a estratégia utilizada por ele. Provocar, provocar, provocar …. aproveitando o pico de uma discussão para fugir de casa. Aproveitava para nesses dias fazer o que realmente pretendia (ia para festas, discotecas, afterhours, praia, casa de amigas/os, etc). Passado o tempo de festa, lá ia bater á porta da minha mãe pedindo guarida … e mais uma vez ela dava! Ou seja, quando não conseguia fazer algo com a autorização dos pais … fazia-o á revelia utilizando esta estratégia!!!
Depois lá vinha a mãe chorar-se que ele precisava da roupa, e que agora ela (a mártir) é que tinha de alancar com os sacos da roupa às costas, e ainda por cima com tantas dores de rins, mas que ele coitadinho também precisava de se vestir, etc, etc.. Eu apenas lhe dizia que se ele precisava que a viesse buscar. Mas ele não tinha coragem. Passei-me completamente com tal lamuria mas principalmente pelo facto da minha mãe continuar a não perceber que, abrindo-lhe a porta de casa, estava-lhe a dar cartão verde para nos desrespeitar, e continuar assim a utilizar estas técnicas para fazer o que lhe passava pela cabeça. Confesso que me passei dos carretos com tanta burrice/incompreensão, e com o que estava a provocar na nossa vida, e na vida do meu filho. Tentei controlar a minha ira mas não foi possível … eu juro que tentei, mas antes que voasse a minha mãe do 3º andar abaixo, achei preferível fazer voar todas as roupas do meu filho, e o resultado foi mais uma vez assistir ao triste espectáculo de a ver ir apanhar peça por peça, às tantas da noite, estando o neto a curtir o serão num qualquer café das redondezas!! Não lhe chamaria amor, chamar-lhe-ia …… sei lá, é melhor nem dizer!!! Compreendo perfeitamente a necessidades que os adolescentes têm de sair, mas essas saídas tem de ter regras, horários e muita responsabilidade. Que abertura podia eu ter para o deixar sair se sabia que andaria com os pés no banco do metro, que partiria paragens, que andava a fugir dos cobradores pois fazia sempre questão de viajar sem pagar bilhete, que poderia apetecer-lhe roubar um qualquer inocente, ou que o mais provável era receber um telefonema para o ir buscar a uma esquadra de polícia? Liberdade sim mas com Responsabilidade. Para mim cada saída dele representava uma grande angustia e expectativa … alguma coisa de mal aconteceria. Durante a estadia do André na casa da minha mãe eramos bombardeados com chamadas telefónicas, com relatos de insultos levados a cabo por ele, intimidações, chantagem, violencia, etc. Não poucas vezes eu na minha casa, ouvia as discussões entre eles, com as asneiras mais obscenas, que poderiam ser ouvidas a milhas de distância. Lá ia eu, a caminho de casa da minha mãe, tentar acalmá-lo para que a situação não tomasse outro tipo de proporção. Ela acaba por dizer que não agentava aqueles maus tratos, que ele era mesmo uma "grande besta" e que não permitia mais cenas daquelas. Ou seja, o meu filho estava na rua. Pelo que lá eu estava a bramar horas a fio, chamando-o a atenção para o despropósito da situação que ele criara e levava-o para casa. Semanas mais tarde tudo se repetiria, e assim andámos anos a fio .... agora não ... cansei-me de dar oportunidades atrás umas das outras! Se ele não consegue viver em familia paciência, não consigo andar com ele às costas durante toda a vida. Oportunidades foram-lhe dadas. Tivesse estudado, tivesse aproveitado as fantásticas oportunidades de emprego que lhe deram, com ordenados que lhe permitiam ser independente. Não quer trabalhar, então tenho pena, esse provavelmente seria o desejo de muitos de nós, mas como as coisas não caem do ceu, só temos mesmo é de nos aguentarmos e fazermos os sacrificios necessários para que possamos comprar e adquirir aquilo que nos dá prazer!!! Sim, porque lamento muito, mas não somos daqueles pais que se esmifram a trabalhar, de dia e de noite, nos trabalhos mais precários para que os filhinhos saudáveis, com bom cabedal estejam todo o dia de papo para o ar, ou a jogar Playstation. Isso tenham paciência mas cá em casa não dá!!!!
Postado por Filipa às 15:59 1 comentários
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
Um Episódio .... faltas
Postado por Filipa às 14:53 0 comentários
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terça-feira, 20 de maio de 2008
Um episódio ... com Roubo de um Chapéu
" … sei lá ... eu até nem gosto do chapéu, roubei porque me apeteceu”!!!!
Não dava para acreditar. Disse-lhe que o mínimo que poderia fazer era telefonar para a mãe do menino que ele roubou, afim de lhes pedir desculpa. Naturalmente que recusou. O meu mau feitio entra em acção. Disse-lhe. "... ou ligas a bem ou ligas a mal". Não quis. Perguntei-lhe se era preciso partir para a violência para que ele fizesse o que lhe pedia ... respondeu que sim. Bati-lhe, e só assim, ele se dirigiu ao telefone a soluçar para cumprir a sua obrigação.
Ele exigia que tomássemos posições de força …. O que era deveras desgastante. Sempre me mantive firme, pois sabia que era a solução para não ser eu a agredida, nunca mostrei medo, sempre o enfrentei, mas até durante a minha gravidez eu tinha de tomar o pulso, pois nessas alturas em que eu estava mais frágil, ele fazia as investidas dele, para passar a controlar a situação, como que, a querer inverter os papeis.
Postado por Filipa às 09:33 0 comentários
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segunda-feira, 19 de maio de 2008
Um episodio .... desaparecimento de telemóvel
Postado por Filipa às 12:35 1 comentários
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sexta-feira, 16 de maio de 2008
Um Episódio de Vida ....na Oficina
Postado por Filipa às 14:37 2 comentários
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terça-feira, 13 de maio de 2008
Um Episódio de vida ... no Café dos meus Sogros
Postado por Filipa às 15:41 3 comentários
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segunda-feira, 12 de maio de 2008
Um Episódio de Vida ... na Zara
Postado por Filipa às 09:15 3 comentários
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domingo, 11 de maio de 2008
Um Episódio de Vida ... com uma nota da comoda
Numa altura o meu filho arranjou trabalho como aprendiz de calceteiro. Como executava esses trabalhos, em locais distantes de restaurantes, tinha de levar o almoço numa marmita. Aqui a "je", como estava em casa por opção familiar, disponibilizei-me (não fiz mais que a minha obrigação), para lhe fazer o almoço, para ele levar. Mais, achei que era minha obrigação fazer o almoço de manhã, para que a comida ficasse mais fresquinha. E eis, que todos os dias, me levantava às 6:30 da manhã para cozinhar! Fazia-o com muito gosto, e orgulhosa por cumprir com tanto zelo o meu papel de mãe. O pior foi o resto! Num desses dias, pedi ao meu marido para me deixar dinheiro, para eu ir de manhã ao Quiosque da D. Tara comprar legumes para fazer uma sopinha para a Rita. Ele deixou-me 10,00€ em cima da cómoda. Preparo o comerzinho ao filho, despeço-me dele com um beijinho, desejando-lhe um bom dia de trabalho. Volto novamente para a cama para poder dormir mais um bocadinho. Mais tarde acordo, visto-me, acordo a minha filha, dou-lhe de comer, visto-a, e vou fazer a minha cama para me dirigir às compras. Tudo normal, até ter reparado que a nota de 10,00€ que o meu marido deixara desaparecera. Fiquei incrédula. Como é que era possível, que o meu próprio filho tivesse coragem de mais uma vez me roubar? .... e ainda por cima, enquanto eu na minha boa fé e ignorancia, cozinhava com tanto amor e carinho o seu almoço. Claro que peguei no telefone, berrei, insultei, esperneei, exigi (claro que em vão), que me aparecesse com o dinheiro. Negou sempre. Passados 10 minutos confessou aquilo que era obvio e não oferecia duvidas. Eu tinha sido roubada!!!
Agora, passado este tempo todo, sobre estes acontecimentos, quase que consigo sorrir lembrando-me das figuras ridiculas/estupidas que fiz. Não imaginam a quantidade de vezes que arredei a comoda, na estupida esperança de ver a nota lá caída. Eu acreditava que tudo era possível ... só não acreditava que a desconsideração pudesse chegar a este ponto. Não consigo transmitir a confusão de sentimentos que nos assolam nestes momentos, e a revolta que se sente quando um filho nos rouba vergonhosamente e ainda temos que lhe colocar um prato de comida à frente para que se alimente!!!! É um torbilhão de sentimentos contraditórios! Mãe sofre!!!
Um Beijinho
Filipa
Postado por Filipa às 10:25 3 comentários
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sábado, 10 de maio de 2008
Um Episódio de Vida ... Exame do 6º ano
Eu sinceramente sentia-me gozada, ainda assim, nunca cruzei os braços, não conseguia mentalizar-me que iria ficar com um filho analfabeto, logo eu que tanto tinha lutado para poder ser uma pessoa minimamente instruída. Comecei a convencê-lo a ir propor-se a exame, ao que ele aceitou. Pensei que era uma missão impossível para ele, sem ajuda (convem lembrar que é hiperactivo), nunca iria conseguir!!! Acordei com ele que eu iria fazer o resumo de todas as disciplinas para que o nº de folhas que ele tivesse de ler fosse o mais reduzido possível.
Mais, prontifiquei-me a fazer cerca de 100 perguntas e respostas, para que fosse quase impossível os professores fazerem alguma pergunta que eu não tivesse equacionado (tecnica que aprendi na faculdade). Assim aumentávamos as probabilidades de sucesso. Insisti para que se deslocasse à escola afim de ver o calendário dos exames, e a resposta dele era sempre a mesma, “…ainda não saiu nada”. Estranhei! Dirigi-me à escola, e qual não é o meu espanto, quando vejo, que o primeiro exame era já, daqui a 3 dias.
Afinal a pauta dos exames estava exposta há mais de 1 mês e meio. Fiquei revoltada, mas não era tempo para discussões, tinha era de ter a matéria toda sintetizada, para que ele a estudasse. Passei um dia e uma noite sem ir à cama, para fazer os resumos do livro de História e as perguntas/respostas. Ele passava por mim, e dizia-me … “bem, granda maluca!!”.
O pai tentava chamar-me à razão, dizendo-me que eu estava a fazer papel de parva, que o André ainda gozava com a situação. Eu não ligava. O meu filho tinha que completar o ciclo preparatório!!
Pu-lo a estudar a matéria do primeiro teste (historia). Na pauta estava afixada a matéria sobre a qual ia incidir o exame, e estavam as perguntas quase que, desculpem a expressão, “escarrapachadas”. Transcrevi as perguntas e formulei as respostas. Ele estudou, tinha a matéria quase decorada. Eu fazia-lhe as perguntas, ele dava as respostas, eu completava, o que ele se esquecia.
Parti do princípio que mesmo correndo mal, ele nunca teria menos de 80% de pontuação. Chegou o dia do exame. Desejei-lhe boa sorte e ele lá foi. Eu, continuava em casa, embrenhada nos outros livros e no computador, a sintetizar a matéria. Ele chega a casa …. Perguntei-lhe entusiasmada, então como correu? …. Respondeu-me: “…. Bem, nem imaginas, as perguntas eram exactamente as que tu fizeste” … ao que eu pergunto … “então correu-te bem, quanto é que achas que vais ter?”, … e eis que escuto a resposta que jamais pensei ouvir “…. Não me correu bem, as perguntas eram iguais, mas a ordem com que foram colocadas era diferente, não consegui responder a nenhuma!!!!”
Eu não sabia se havia de me mandar para o chão, se deveria rir à gargalhada, se havia de o esbofetear, se haveria de gritar por socorro, ou se pedia para alguém me beliscar! A reacção que tive foi deixar escorrer duas lágrimas, mas mais uma vez, não havia tempo a perder …. Ele poderia passar com 1 negativa, e esta, já era uma certeza. Voltei ao computador, e consegui disponibilizar-lhe tudo o que necessitava. Ele fez os exames, uns, correram melhor que outros, houve professores que quase faziam os testes por ele, ainda assim, não conseguiu passar de ano, pois teimou que não queria fazer o exame de música, pelo que não foi possível! Quando alguém não quer ser ajudado, não quer ser ninguém, não vale a pena!!!!
Postado por Filipa às 00:33 2 comentários
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sexta-feira, 9 de maio de 2008
Um Episódio de vida ... no Quiosque das Frutas
Na rua onde morávamos existia um quiosque de frutas e legumes, negócio pertencente a uma família de Indianos, muito simpáticos. Quando eu precisava de comprar alguma coisa, pedia ao meu filho o favor de lá ir. Eu dava-lhe o dinheiro e ele lá ia. Voltava com o que lhe pedia mais o troco. Num belo dia, decidi que iria eu às compras. Aviei-me e peço à D. Tara (proprietária do negócio e uma jóia de pessoa), o favor de pesar e fazer a conta, e eis que me diz o seguinte: "Oh Filipa quer que junte a outra conta?". E eu com cara de estupida: "Conta? qual conta?".
A D. Tara ficou encavacada e diz-me: "nada, esqueça, não é nada, deixe estar". Claro que se viu obrigada a contar-me que o meu filho, já há algumas semanas, aviava o que eu lhe pedia, e não pagava, ficando a acumular na "conta". Já devia 43,50€. Meu Deus, que vergonha!!! Fiquei azul de raiva e de indignação. Bem sei, que o fiado é recurso para muitos, mas para nós é impensável e impraticável. Mais uma vez, tive de concluir, que ele não mereceu a minha confiança, mais uma vez, eu sentia-me traída. Claro que a partir daí sim, e pela primeira vez, em toda a minha vida, aderi à "força" ao fiado. Comprávamos as coisas e eu pagava semanalmente. Triste não?!!!! E o pormenor dele aparecer em casa com as compras e o troco? Caramba, até se dava ao trabalho de destrocar o dinheiro, para me roubar! Está no sangue, não há hipotese!!!
Postado por Filipa às 00:54 4 comentários
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