>

domingo, 11 de abril de 2010

Eu fui


Hoje, para começar bem o dia, levantei-me cedinho da cama, e fui até Mafra para participar na caminhada dos sininhos, participação aberta a todos os escalões etários. Foram 6 Km a caminhar e a ouvir boa musica, mas verdade verdadinha, é que embora não sejam muitos kms, as minhas pernas, estão pesadas e teimosas. O mariudinho, esse ficou em casa, já que caminhar ou correr .... não é com ele!!!! Assim só me resta por-me a mexer, pois para além de mim, num futuro (espero que ainda longinquo) vou ter de puxar por mim .... e "quicá" por ele (lol)!!!.

PS - Se eu disser que estou toda partidinha, que me doem os musculos todos e que amanhã vou andar aos "ais" não parece muito mal, pois não?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Profs ... a culpa é deles!!

Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.

É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores.

Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.

O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-la-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não. A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.

O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais - até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.

Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.
Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M.

Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.

Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.

Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.
Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.

Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão
(recebido por e-mail)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Drica - Socorro!!!

Estou incrédula!! :((

sexta-feira, 2 de abril de 2010

21 Anos .... já???

E não é que hoje, dia 2 de Abril de 2010 faz 21 anos que comecei a namorar com o G?
Para mim é motivo de orgulho manter um relacionamento por tantos e tantos anos.
Fica contudo a ideia que embora anos felizes, passaram .... rápido demais!!!

Filipa


PS - Flor do Campo, olha que tu também tiveste a tua cota de responsabilidade nisto, lembras-te? lol

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Boa Páscoa para Todos


recados para orkut




sexta-feira, 26 de março de 2010

AO ANÓNIMO

Ao anónimo que em resposta à minha afirmação : "A educação que incuto nos meus filhos é em geral a mesma" deixou a seguinte pérola:
" Se assim é, é preocupante, quanto mais não seja, a julgar pelos resultados de um dos filhos" ..... só me apraz dizer que efectivamente a educação que incuto aos meus filhos é de facto a mesma, sendo esta com toda a certeza muito diferente daquela que lhe foi transmitida, ou quem sabe senão até igual, mas que V.exa não foi suficientemente inteligente para apreender. O seu comentário revela para além de muitas outras coisas, uma enorme falta de conhecimento da realidade que o rodeia. É que caso ainda não tenha percebido (embora com grande pena minha) a EDUCAÇÃO NÃO É TUDO. Felizmente, posso com orgulho afirmar, que SEMPRE me foram tecidos elogios relativamente à forma como eduquei e geri as dificuldades do meu filho.
Felizmente (em parte) orgulho-me de ter passado por inúmeros psicologos, assistentes sociais, tribunal e instituições, e verificar que todos me estimam, respeitam e percebem que tenho feito tudo o que está ao meu alcance para o ajudar .... AJUDAR, ou seja, fazer com que seja íntegro, honesto, serio, trabalhador e auto-suficiente. Pena é que isto é aquilo que eu desejo para o meu filho, mas não é o que ele deseja para si mesmo .... e quando assim é: ....... limito-me a ouvir: desista Filipa .... ele não quer ser ajudado e enquanto ele não quiser, nada poderá fazer por ele!!!!
Desejo-lhe a si caro anónimo, que ao longo da sua vida, a sua educação e coragem cresçam, porque se há coisa que ensino aos meus filhos, é que assumam os seus actos (tal como eu assumo os meus, ao ponto de ter criado este Blog onde assumo com toda a franqueza os factos da minha vida e muitas vezes as minhas fragilidades), e que em circunstância alguma se escondam por trás do anonimato.

Espero sinceramente que nunca se venha a lembrar deste meu Blog e das coisas que aqui escrevo ... é porque a vida tem destas coisas ..... e os telhados, esses .... são de vidro!!!


Filipa

quinta-feira, 25 de março de 2010

A Rita

A minha filha é aquela princesinha com que todas as mães sonham e por isso mesmo, é um ser completamente diferente daquele que eu fui em criança. Todos quantos conhecem a minha filha elogiam a sua postura, o seu comportamento, e em especial a sua docura. É uma menina calma (deve ser a unica na família), ponderada, obediente e muito responsável. Eu, pelo contrário, sempre fui rebelde, desinquieta, teimosa, respondona e com uma energia inesgotável, embora devido a minha vivência fosse obrigada a ser desde cedo responsável.

A educação que incuto nos meus filhos, salvo as devidas diferenças, que se devem ao facto de serem seres diferente, é em geral a mesma.

Contudo a Rita, tem vindo ao longo dos anos, a manifestar algumas caracteristicas que não contava encontrar nos meus filhos.Por um lado a sua calma, deixa-me perplexa, pois com uma familia de stressados, espanta-me a forma como ela consegue manter a sua postura. No entanto, revela ao contrário de nós ... insegurança, que se manifesta numa incapacidade de se manter distante de nós. Faz questão que tenhamos de ter os olhos nela, perguntando-nos por exemplo quando brinca na praia se a estamos a ver. De minuto a minuto faz questão de confirmar que estamos atentos. Sinceramente, acho este comportamento perturbador. É também uma criança com uma baixa auto-estima. A Rita acha sempre que não é capaz de fazer qualquer coisa que lhe é proposta, mas a verdade é que quando ultrapassa o medo de arriscar .... faz tudo na perfeição. É uma criança muito exigente com ela, e ontem, eu própria não fui capaz de evitar comover-me. Ontem, pela manhã a Rita afirmava estar ansiosa, pois seria o dia em que receberia as notas das provas feitas na passada semana. Tentei tranquilizá-la, até porque eu, não tinha dúvidas que as notas seriam boas (depois explicarei).

Á tarde, aquando a chegada do autocarro, a Rita mal me avista, inicia um pranto que deixou todos os presentes perplexos, por não perceberem o que se estava a passar. Peguei-lhe ao colo, e segredei-lhe ao ouvido que tivesse calma, pois eu estaria ali, para a ouvir e ajudar.

Chegámos a casa e perguntei-lhe o que se passava, ao que a Rita de "beicinho" e com muitas lágrimas a rolar, me diz que recebeu as notas. Nas 3 provas tinha tido MUITO BOM (não havia excelente) pelo que eram as notas máximas. Aos soluços lá me foi dizendo que tinha tido, 91 e 94%, e que não sabia a outra nota, pois a professora esqueçera-se da folha da avaliação.

Naturalmente elogiei os resultados e perguntei-lhe porque estava tão triste se as notas tinham sido maravilhosas, e foi desconcertante ver a decepção da minha filha, quando me diz: "Estou triste comigo, porque eu queria ter 100%.

Resultado, chorava ela e chorava eu, sob o olhar de gozo do G, que acha que eu sou ... mariquinhas (naturalmente não sou, mas emociono-me com alguma facilidade).
Assim, tive uma conversa com a Rita, para que percebesse que as notas tinham sido muito boas, e que era normal não ter 100%. Contudo ela não se conforma ... pois é, segundo ela, sua obrigação ter 100%.

Esta situação, confesso não me surpreende ... mas preocupa-me muito. Quando exponho a situação a alguém, é-me dito que é bom que assim seja, pois é sinal que é empenhada e responsável. É verdade que é, mas a verdade é que a Rita, anda com os livros e os cadernos debaixo do braço para tudo quanto é sitio, a primeira coisa que faz quando se levanta é ir buscar os livros para fazer exercicios, quando está a ver TV está sempre a juntar as letras na tentativa de ler as legendas, arrumou todas as suas bonecas e brinquedos, pois não quer brinquedos, só quer livros e cadernos de actividades. É esgotante estar um dia com ela, pois só fala das letras, contas e afins. Quando em passeio não disfruta da paisagem, já que quer ir no carro a ler (já tem ficado mal disposta por isso mesmo).

Quando andamos num parque infantil, é frequente querer regressar a casa .... para fazer os trabalhos (e devora os livros num instante).

Quando a deitamos, assim que saímos do quarto, senta-se na cama, com as pernas cruzadas a ler e a fazer os trabalhos dos já muitos livros de actividades que temos adquirido. É demais ... e tudo quanto é em excesso ... não é bom. Este é um comportamento absolutamente obessessivo ... que me preocupa. A psicóloga da escola, não tem mãos a medir, pelo que (embora ainda não tenha falado com ela) é pouco provável que me possa ajudar. O G acha que estar a recorrer a um psicologo poderá não ser positivo (o G não nutre particular afininidade por psicologos), pelo que, é seu entender que devemos deixar andar e não dar importância. Eu pelo contrário, acho que até que alguém credível me diga que é normal (algo que duvido muito que me possam dizer) me devo preocupar.

Já algum de vocês se deparou com uma situação como esta? Se sim, agradecia se possível que me dessem a Vossa opinião.

Na minha modesta opinião, as crianças devem estar conscientes das suas responsabilidades, mas com 6 anos, há que cumprir as obrigações escolares, não esquecendo contudo, que são crianças e que estão na idade de brincar.