>

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Uma Aventura .... nas Urgências

Tendo em conta a informação veiculada pelos meios de comunicação, bem como, os mais variados relatos de familiares, vizinhos e amigos, optei por não me dirigir ao hospital, caso houvesse suspeitas que os meus filhos tevissem Gripe A. Têm sido crianças saudáveis, pelo que viriam de lá simplesmente com recomendação para lhes ser ministrado Ben-u-ron e Brufen. Assim, estava decidida ... não iria ao Hospital.

Ao ter-me deparado com febre, dores de garganta e cansaço por parte do Di, tomei como possível que ele tivesse gripe A, e comecei a ministrar tais medicamentos. Informei a escola da sintomatologia e que iria ficar em casa 7 dias.

Ontem, ao princípio da tarde, começo a verificar que ele estava com uma tonalidade diferente ... estava rosado. De imediato disse ao meu marido que ele deveria estar sim com escarlatina, pelo que seria imperativo levá-lo ao médico. Como já não havia médico de família, dirigi-me à unidade hospitalar de Mafra. Chegados lá, logo encontrei dois coleguinhas da sala do Di, igualmente rosados, mas que os pais estavam convencidos que seria um episódio alergico. O centro estava apinhado de gente, miudos e graúdos, uns com mascara outros nem por isso. Tinhamos longas horas de espera pela frente.

Como só estava um médico de serviço, eu, armada em esperta (daquela esperteza saloia) alvitrei que nos deslocassemos ao Hospital de Torres Vedras, pensando que no Hospital estivessem mais médicos a prestar atendimento, e com isso encurtar o tempo de espera.

Fomos. Chegámos pelas 17:15. Em dois minutos chamaram o Di para a triagem. Classificaram-no através da senha verde (com algumas, não se sabia quantas horas de espera). Fomos para uma nova sala, talvez com uns 20 m2 apinhada de crianças e pais, em que as tosses e febres marcavam presença.

Começámos a ouvir pais, fartos de esperar, pois estariam lá desde as 12:00 e ainda não tinham sido chamados. Começei a ficar nervosa, mas decidida a esperar, pese todas as tentativas do meu marido para que nos fossemos embora, alegando que hoje iria ao médico de família que concerteza veria o Di. Eu não tinha tanta certeza de que isso acontecesse, e já me estava a imaginar ir recambiada para as Urgências de Mafra, por impossibilidade de o médico de família o ver. Para além disso, o Di, a confirmar-se a escarlatina deveria iniciar o quanto antes a toma de antibiótico.

Esperámos, mas o meu marido não parava de "bufar" e buzinar-me ao ouvido para irmos embora. Às 19:20 rendi-me ... iamos embora, mas eu fazia questão (achava que era importante) demonstrar ao médico de familia que tinhamos tentado ser atendidos, mas que as longas horas de espera nos fizeram desistir. Desloco-me assim ao balcão de admissão, informando que desistia da consulta, mas que pretendia uma declaração em como lá tinha estado das 17:15 até às 19:20, e eis senão quanto oiço um rendondo ... "não podemos passar a declaração, não temos autorização para isso"!!!

Como não?, pergunto eu. Para mim não faz qualquer sentido que não me passassem a declaração, afinal eu só pretendia uma declaração que atestasse a verdade dos factos, que eu lá tinha estado duas horas e que desistiria da consulta.

Não podemos passar, são ordens que temos.!!! Contestei a medida, questionando qual o sentido e o propósito da mesma. Como a adminsitrativa começou a engasgar-se e a não ter argumentos, chamou a "abelha mestra" vulgo Coordenador, que vem no seu ar emproado, tentar justificar-me o injustificável. Aleguei, repliquei, trepliquei, mas a resposta era só uma " A senhora até pode ter razão, mas são as regras, é o sistema que é assim!!!!"

Quanto alguém me começa a justificar estas medidas completamente absurdas com o sistema, acreditem que me deixam completamente furibunda. O sistema? mas qual sistema? aquele sistema de que tanto se fala, que só serve para burocratizar e para desresponsabilizar, e deixar passar impunes os verdadeiros atentados aos mais básicos direitos dos cidadãos?

Sim, é desse que se fala. Daquele papão com enormes tentáculos que a todos colhe, mas que se mostra activo, mas perfeitamente intocável.

Pedi o livro de reclamações, e sobre o olhar de inumeros utentes, escrevi, escrevi, escrevi, pois como vocês já deram conta, poder de sintese é comigo, lol!!.

Entreguei a dita reclamação, e foi inevitável, voltar a chamar a atenção para o absurdo da negação a passarem-me a declaração.Assim, com a pulseira verde colocada no pulso do meu filho, onde está registada a hora de entrada e as cópias das reclamações donde consta a hora .... já tinha o que queria .... conseguir comprovar que tinha estado naquela unidade hospitalar das 17:15 às 19:20. Tinha conseguido o que queria após ter gasto inúmeras folhas ao irmão gémeo do "Sistema" este vulgarmente designado por "Estado" e ainda um selo, com a resposta à reclamação a que estão obrigados. É assim, pela forma mais dificil e complicada que conseguimos afinal de contas, fazer valer os nossos direitos. Uma tristeza.

Virei costas e como tenho um feitiozinho dificil, decidi que não me iria embora. Ao fazê-lo estava a "presentiar" quem de uma forma completamente descabida, me tentava dificultar a vida, pelo que agora ... iam "levar comigo" até ao fim. Voltei à sala, onde tudo permanecia absolutamente na mesma.

É impressionante a passividade com que os utentes gerem o tempo de espera. "Não vale a pena reclamar," ouve-se. Não vale a pena reclamar????? Alô? Mas está tudo morto? Epá eu não consigo. Não consigo não reagir à forma como as crianças são tratadas neste país. Não consigo entender a lógica de permanecerem crianças de colo, 6 e mais horas a conviverem numa mesma sala de espera, com as mais variadas patologias. 6 horas de espera, e não vale a pena reclamar? Poupem-me. Isso desgasta qualquer pai/mãe, mas muito mais uma criança.

Esperei, e desesperei, pois os médicos chamavam um doente, e devido a muitos terem desistido, não compareciam, e os médicos em vez de chamarem o utente seguinte, continuavam a insistir por vários minutos, na chamada dessa pessoa.

O pior foi começar a verficar, que pessoas com a senha verde, chegadas pelas 19:00 estavam a entrar primeiro que eu. Fui solicitar esclarecimentos, e oiço a enfermeira dizer: "O computador não se engana!!!

Comecei a verificar que eu já estava a entrar em ebulição, pois se há coisa que detesto é que me tentem enfiar os dedos pelos olhos dentros. Ah caraças, então os miudos tinham a pulseira, com a hora de chegada, a pulseira era verde, e estavam a entrar à minha frente, e a gaja ainda me diz que o computador não se engana? É evidente que o computador não se engana, quem se engana é o/a palerma que está à frente do computador, pelo que exigia que me esclarecessem, pois tem de haver critério de chamada.

Foi ver o que e passava e vem informar que estavam a passar à minha frente, pois vinham referenciados pela Saúde 24, que tinham prioridade. Ok, tem prioridade. Posso não concordar com essa prioridade, pois se eu telefonar à saude 24 e disser que tenho um filho muito doente, eles enviam-me para o hospital, por isso, é só dar-me ao trabalho de o fazer, mas eu não estive para isso.

Ok, dou como entendível (embora seja subjectivo) que as crianças referenciadas tenham prioridade. Se eu a quissesse para mim, deveria ter-me dado ao trabalho de estar ao telefone com a Saude 24, e como não estive, só tinha de me aguentar.

Mas dado este magnifico argumento, eis que surge outra interrogação ... se o critério é esse, então porque é que entra a pessoa referenciada das 19:00 e não a das 18:30? Mais uma vez a enfermeira ficou sem resposta, e eu firme no pedido de esclarecimentos. Expliquem-me como se eu tivesse 3 anos. A enfermeira, foi verificar e eis que me chama, e dirige-me ao Director da Pediatria, afinal o tal, que estava à frente do computador, que começa a puxar pelas várias folhas de admissão, mostrando-me que só faltavam 2 doentes para o Di ser chamado (isto se não entrassem mais senhas laranjas ou amarelas, casos "supostamente mais graves" que naturalmente teriam prioridade.

Disse-lhe que estava enganado. que havia pessoas referenciadas pela Saude 24 que chegaram mais cedo e que ainda estavam à espera, ao que ele me disse que se isso estava a acontecer, não seria resposnabilidade dele, pois não tinha recebido a informação. Os faxes da Saude 24 não chegaram, e ele não poderia advinhar. Ele não tinha culpa, e não sabia de quem era essa responsabilidade, ou seja, embora não o tenha dito, era mais um a querer pôr as culpas, no tal do Sistema. Aleguei então situações mais objectivas. Não seria abusivo pedir compreensão aos pais, que têm crianças a arder em febre (muitos a mais de 39ºC), há várias horas, sem que alguêm, nomeadamente os seus "disciplos" se dignasse a dar algo para a febre?

E eis que quando coloco esta questão, vem a enfermeira tentar defender o seu "brio" profissional e sai-se com esta: " A senhora não se atreva, está a ser mentirosa"!!!!

Pronto, a partir deste insulto, eu cego, levanto o tom de voz, e vai de fazer de a "convidar" a vir à sala onde tem inúumeros casos concretos para ver, e a partir daí formalizar-me um pedido de desculpas. Se não acredita no que lhe digo (va-se lá a saber porquê) porque não me quer acompanhar à sala? Está com receio de quê? Tem medo ou será vergonha de se deparar com tão mau atendimento derivado ao seu desleixo e pouca atenção" disse-lhe.

Começo a ver a enfermeira a tirar-me as medidas, com um ar emproado, como se a tentar intimidar-me com o seu "estatuto de enfermeira", e lá tive de lhe afirmar que o seu estatuto não me intimida, e que se ela está habituada a utilizá-lo, fazendo pouco da fragilidade das pessoas que ali comparecem, comigo estava enganada, pois não me intimido com facilidade.

Avisei-a mais uma vez que estava atenta e que mais ninguém, com senha verde e que tivesse chegado depois de mim, passaria à frente do meu filho. Vim para a sala de espera, onde os restantes pais, já estavam também a ferver, e mais ficaram, quando lhes disse que a enfermeira me chamara mentirosa, quando lhe disse que havia crianças a arder em febre.

E eis que surge ........ um Polícia, pois o clima começou a aquecer e a Sra. enfermeira, sentiu-se ameaçada, e teve medo. Realmente só neste país. Como se um Polícia fizesse frente a uma dúzia de pessoas que de nervos já ferviam mais do que os filhos.

Passado uns minutos, chamam o Di, e entra o meu marido, antes que eu me passasse e fosse às "fuças" (desculpem a expressão) à senhora da bata branca, e depois era uma chatice, pois lá tinha de ir conhecer os aposentos da Esquadra de Torres. Resumindo: O Di está de facto com ESCARLATINA. O médico sugeriu dar-lhe uma injecção de penincilina, mas o G não aceitou, pelo que veio para casa com antibiótico.

Saímos do Hospital de Torres pelas 00:10 .... ou seja, cerca de 7 horas depois de termos lá entrado.!!!

Quero ver se não vou lá muitas vezes, pois o mais certo é que quando lá entrar, alguma sirene começe a tocar e o polícia tenha que me ir guardar.

Fomos de seguida à farmácia ... que pasme não tinha o antibiótico!!! Só hoje!!!

Beijoooooo

Adenda: O Di tendo a febre controlada, apresenta-se muito bem disposto, nem parecendo estar doente. Não fosse o tom rosado que apresenta, estaria óptimo.

Beijinhos para todos e obrigado pelo carinho e preocupação.!!!

domingo, 8 de novembro de 2009

Gripe A?

Tenho o Diogo com febre, com tosse e a queixar-se que está cansado. Gripe A? Provavelmente, já que tem coleguinhas da mesma sala, em que foram confirmadas as suspeitas. Assim, lá terei a companhia do meu pequenito nos próximos 7 dias.

Quanto a nós cá vamos andando, sem muita vontade de blogar. Este tempo deixa-me , com vontade de pouco falar/escrever e com muita vontade de dar largas à criatividade. É por estas alturas que chego à conclusão que afinal estar em casa ... não é mau de todo!!!

Beijinhos para todos/as

Filipa

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Quentes e Boas, lol

Aceitando a sugestão de colocar neste blog, algumas peças que já não servem aos meus filhos (algo que já faço há algum tempo num outro blog, lol) aqui publico estas duas peças que ao experimentar, verifiquei que já estão curtas.





Tamanho 18-24. Contudo, o Diogo usou-o perfeitamente com 36 meses.



Tamanho 2-3 Anos

Azul Escuro, Unisexo, Quente, Confortável e Leve

filipagalvao@hotmail.com


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Voando pelas Artes

Oláaaaaaa,

Criei um outro blog, onde a partir de hoje colocarei os trabalhinhos que faço. Aguardo a Vossa visita, comentários e encomendas, lol!!!
Beijinhos
PS -Paula, tem calma, que num tarda chegam os tótós, loll!!!!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Moldura

Desta feita, aventurei-me nas molduras.
Mais um presentinho para a Rita oferecer, agora à M., a sua amiga que faz 6 aninhos no próximo Sábado.

Quid iuris?

Há uns dias recebi uma informação da escola da Rita que dava conta que a partir daquele dia seria instituido um novo sistema por forma a tentar "sensibilizar" as crianças para a necessidade de terem comportamentos "adequados" dentro do recinto escolar. Tal sistema substancia-se na aplicação de sanções mediante o número de ocorrências verificadas.

Assim, cada criança do primeiro ciclo, terá pendurado ao pescoço um cartão, onde serão colocadas bolas vermelhas por cada incumprimento.

Sanções:

1 bola vermelha - não estar presente num recreio

2 bolas vermelhas - não estar presente num recreio durante uma semana

3 bolas vermelhas - comunicação ao Encarregado de Educação
4 bolas vermelhas - convocado o Encarregado de Educação a ir à escola.

Como terão de andar com o cartão pendurado, todos, colegas, auxiliares e professores saberão se se trata ou não de um aluno respeitador ou pelo contrário, desrespeitador.

Olhei para a comunicação, e em primeira instância e na minha qualidade de mãe do Diogo e da Rita, pareceu-me bem, pois são crianças que percebem na perfeição as regras impostas e as consequências da sua violação, funcionando a bola vermelha afixadas no cartão, como uma forma de os "envergonhar" perante os outros, tentando com isso que rectifiuquem a sua conduta.

Contudo, rapidamente me lembrei, que se estivessemos a falar do meu filho André (que como todos sabem é hiperactivo) , jamais consentiria que o sistema lhe fosse aplicado. Parece-me a mim, que estão de uma certa forma a igualar capacidades, esquecendo-se que há crianças que, não por má educação ou provocação, terão sérias dificuldades em cumprir o estabelecido. O facto de exporem as sanções para quem quiser ver, será mais uma facada na auto-estima destas crianças que já de si é baixa, não os ajudando a respeitar as regras mas sim a humilhando-os.

Que Vos parece? Se na escola dos Vossos filhos fosse instituida esta medida concordariam com ela?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mais um

Mais um modelito. Brevemente construirei um blog afim de tentar vender estas pecinhas que tenho feito. Alguém quer? Sugestões e criticas construtivas serão bem vindas!!!

Beijos