Estive com o André, no fim de semana, e sinto-me tão confusa e baralhada com as informações que obtive, que vou ter dificuldade em transpor para aqui, aquilo que efectivamente sinto e penso.
Contudo um à parte. Tenho vindo a ser alertada, para me conter, para não me expor, pois as pessoas que lêem este Blog não me conhecem, e algumas vezes não tendo conhecimento da história que envolve o Blog, fazem "julgamentos" precipitados, ou por desconhecimento, ou porque não concordam com a posição que assumo perante o factos.
Já aqui disse que este blog não tem como objectivo ser um blog "cor-de rosa" mas sim um local onde exponho as minhas angustias, inquietações, receios, medos, alegrias, em suma ... os meus sentimentos, e por isso, o facto de haver quem comigo não concorde, não me provoca qualquer constrangimento, mas sinceramente, não irei, pelo menos por agora, desgastar-me a prestar justificações. Respeito todos os meus leitores, mas neste momento, sinto-me especialmente cansada, e num período de meditação para responder à questão: até que ponto ter um Blog me fará bem? Será que extravassar os meus sentimentos no Blog me alivia, ou é apenas uma forma de não me libertar daqueles que me sufocam?
Espero em breve saber dar resposta a esta interrogação.
No sábado recebi um SMS do André, convidando-me para ir ter com ele, pois queria-me mostrar a sua nova casa. Fui. Trata-se se uma vivenda que foi alugada por um senhor, que a utiliza para fugir das crises psiquiátricas da sua esposa. Por isso mesmo, utiliza-a esporadicamente (quando o senhora tem uma crise) e aos fins de semana.
Perguntei-lhe onde conhecera o senhor, ao que me respondeu que tinha sido em conversas de café.
Eu sei que me vou repetir, mas eu não consigo acreditar nas boas intenções das pessoas que dão guarida ao André. Não consigo achar normal e aceitável que um senhor que conhece o meu filho do café, o convide a ir viver para casa dele, pondo-lhe à disposição uma vivenda totalmente mobilada e equipada (mas com tudo o que possam imaginar), chegando ao cumulo de ter sido colocado à disposição do meu filho um portátil com webcam e net.
Eu bem tento ... mas não acho normal. Manifestei ao André a minha desconfiança, mais, manifestei claramente a minha preocupação com o facto do senhor poder querer abusar dele.
Fiquei em choque, quando gracejando o André me respondeu: "nem imaginas, ele hoje convidou-me para ir para a cama dele, mas eu respondi-lhe que gostava muito de (piiiiiiiii), e por isso era melhor que tirasse daí a ideia"!!!
Eu acho que mudei de cor. Reiterei a minha preocupação mas ele, muito ao seu jeito, tentou tranquilizar-me, pedindo-me para estar descansada, que nada de mal lhe aconteceria, pois se o senhor tentasse fazer-lhe algo, ele o traçava todo (naquela estúpida mania de que é o super-homem e perfeitamente intocável). Aleguei que ele estava em risco ... estava a colocar-se em risco e que estava sujeito a sofrer investidas sexuais.
Ele desvalorizou. Mostrou-se totalmente descansado, e essa sua postura deixa-me confusa. Às vezes não sei se ele se mostra forte e poderoso para disfarçar as suas fragilidades, ou se se mostra forte por ser imaturo e irresponsável.
Fiquei apreensiva e mais uma vez me vem a ideia todo o investimento que fiz neste filho e no disparate que é viver toda esta situação.
PS - A casa fica a cerca de 7 km da casa da namorada, o que o obriga a fazer 14 km para poder estar na companhia dela.
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No domingo fui aos meus sogros para que o Di e a Rita pudessem estar com a prima.
Mal cheguei, a minha sogra disse-me que tinha uma coisa para me contar. Contou-me então que a funcionária do café que os meus sogros frequentam, a tinha alertado para o facto de ver o André todos os dias por ali, e pior, que um dia destes ele lhe pedira se ela não lhe podia oferecer um bolo, pois tinha fome. Ela lá lhe deu o bolo. Passado uns instantes, dá conta que o André e a namorada estavam a fazer uma ganza. Ela dirige-se a eles, e perguntou-lhe se ele não tinha vergonha de estar a fazer aquilo ali, onde toda a gente conhece os avós, tios e pai. Ele negou que estivesse a fazer, mas a senhora não teve dúvidas.
Sou sincera, não foi surpresa. Sei que ele fuma ganzas há bastante tempo, mas não posso deixar de lamentar, que já que o faz (pese embora toda a minha discordância e apelos), não o faça discretamente.
Também não foi surpresa constatar que a indignação da minha sogra não se prendia com a situação do neto, mas com o facto de ser uma vergonha para eles, sendo que manter as aparências continua a ser uma prioridade. Enfim.
Entretanto, como a namorada do André é vizinha dos meus sogros, o André apercebeu-se que estavamos lá, pelo que me enviou SMS pedindo-me para ir com os irmãos até à rua. Estivemos um bocado à conversa, e mais uma vez, o alertei para o risco que corre, e para a necessidade de procurar trabalho. Ele vai dizendo que sim, mas sempre com um ar de gozo estampado no rosto. Não percebo. Juro que não.
Aproveitei para lhe perguntar se sabia que dia era, ao que me respondeu que não. Quando lhe disse que era Dia da Mãe, manifestou-se surpreso, mas não me convenceu. Na brincadeira disse-lhe que até ao final do dia queria receber uma mensagem dele, a propósito do Dia da Mãe. Gozou, dizendo que então tinha que ir procurar no Google. Alertei-o na brincadeira, para que caso não me enviasse, seria deserdado, mas a verdade é que ele não enviou.
Como é que interpreto este gesto? Como pura provocação, já que segunda feira ao abrir o meu PC me deparo com uma mensagem dessa manhã a perguntar-me se estava boa. Não sei como explicar estas atitudes senão à luz da provocação. E estou cansada.
Paralelamente e já que na 6ª feira tive uma brutal discussão com a minha mãe, dizendo-lhe mais uma vez o que penso sobre a sua postura ao longo dos anos, optei por não lhe telefonar no dia da mãe. Na verdade não me sentia na obrigação de o fazer. Estou ainda excessivamente magoada e a sentir-me usada, e prova disso, é que me telefonou no sábado como se a discussão que tiveramos na véspera, não tivesse ocorrido. Não percebo.
Estou é de facto cansada de estar em guerra, cansada que me perturbem, cansada que abusem do meu amor, cansada que façam de mim parva, cansada de pessoas que se vitimam, e que me usam e abusam!!!
Ontem e aproveitando o facto de ter o G de folga, e estar um dia magnifico, fomos para a praia, e lá passámos o dia, para delirio dos miudos que adoram a praia. Pior foi mesmo para o G, que para não variar, teima em não colocar o protector solar, pelo que o seu primeiro dia de exposição efectiva na praia, dá sempre origem a um valente escaldão. Eu, embora ciente das nefastas consequências desta conduta, não consigo deixar de rir até às lágrimas com a forma como lá vai gerindo as dores e manifestando o seu desconforto.
Pelo contrário, eu e os miúdos estamos óptimos, bronzeados e sem ais!!!
PS1 - No sábado comprámos um canário, que o Di baptizou de Bob!lol
PS2 - Recebi um colar como prendinha da Rita realizada na escola. Orgulhosa, andei com ele colocado, mas a coisa correu mal, já que no meio de uma big-birra, o Diogo sem querer, deu o puxão ao colar, partindo um coração que tinha pendurado. Agora tenho que pedir a Prof. da Rita se tem um coração a mais para que a prendinha fique novamente completa.
PS3 - A prenda do Di foi o livro que ansiava ler: Doida, Não e Não!!
Deixo-vos algumas fotos!!!
(Fotos retiradas)