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terça-feira, 28 de abril de 2009

É isto que eu não suporto

Para terem uma noção de como uma simples história acaba por me ofender:

A minha mãe ainda tem a casa alugada até ao final do mês, mas pediu ao inquilino para lhe disponibilizar o apartamento, para ela ir mostrando, afim de o alugar com a maior brevidade possível. Ele gentilmente aceitou.

Fomos lá, e o apartamento, que tem só 50 m2 está com pó, precisando de ser limpo, aspirado, etc.

No contrato de arrendamento existe uma cláusula em que o inquilino se obriga a deixar o apartamento como o encontrou - limpo.

Assim, a minha mãe começou logo a fazer um drama, como se fosse necessário chamar uma empresa de limpezas industriais, mostrando-se indignada por o inquilino pretender deixar-lhe assim a casa. Telefonou-lhe para lhe demonstrar o seu descontentamento e ele, concordou que estava em falta, pelo que se disponibilizou para pagar a limpeza, dizendo-lhe para lhe descontar o valor da limpeza, no dinheiro que ela terá que lhe entregar (devido ao 2º caução para acautelar o mobiliário).

Mas ela não quer chamar nenhuma empresa de limpezas, pois diz não ter condições económicas para pagar esse serviço (sem comentários).
Assim, ontem comunicou ao senhor que a filha (eu), embora trabalhe muito (sim, porque eu às vezes sou uma escrava, mas só às vezes, lol), me disponibilizei para lá ir limpar mas que queria receber pelo meu trabalho e pelas despesas de transporte.
O inquilino concordou em pagar, mas lá lhe foi dizendo para ela me pedir com jeitinho, para ver se a limpeza não lhe fica muito cara

Ou seja, a minha mãe prepara-se assim, para cobrar a limpeza, despesas de deslocação e afins ao inquilino, não se importando de para isso, fazer transparecer que a filha é uma aproveitadora.

Isto não é ofensivo? No meio de tudo isto quem é que fica mal visto? Eu ... pois claro!!!
Fazem ideia do esforço que eu faço para esta conversa não vá parar em mais uma brutal discussão?

PS - A única chamada de atenção que fiz à minha mãe, foi ter-me mostrado indisponível para pagar combustível relativo ás deslocações, porque entendo que não deve ser o meu marido a suportar as despesas da sogra! Contudo já lá fui e dinheiro para gasóleo ... nepias!!!

Assim Andamos

(Foto retirada)

Olá,

Continuo às voltas com as "malditas" pintarolas, que embora sejam bastantes mais do que as da Rita, não têem provocado muita comichão ao Di. Tenho continuado a fazer a minha vida normalmente, sendo que a única diferença, é que o Di fica dentro do carro, enquanto vou buscar e levar a Rita à escola, não vá ele ser acusado de contagiar algum coleguinha da Rita.

Tenho andado ocupada e com os ouvidos cheios das coisas da minha mãe. Não sei se será da idade dela ou do feitio, mas só vê problemas, e antecipa acontecimentos, vivendo-os intensamente mesmo antes de eles terem acontecido e moendo-me o juízo com telefonemas que demoram horas.

Como tenho dificuldade em "engolir sapos", e em disfarçar o que sinto, dei comigo a ter mais uma conversa desagradável com ela. De uma certa forma sinto-me envergonhada por sentir um afastamento emocional tão grande em relação à minha mãe. Podem não acreditar, mas eu sinto-me tão comprometida com o que sinto (ou não sinto), que não sou capaz de cruzar o meu olhar com o dela ... e isso, é sinal que cá dentro, há muitas coisas para resolver.

Abri o meu coração e disse-lhe o que sentia. Que ao longo dos últimos anos me tenho sentido traída, desrespeitada e ofendida. Há muitas mágoas que guardo da minha mãe, e isso faz com que haja uma barreira entre nós. Ela ficou triste com o que ouviu. Diz-me que é minha mãe, e que tudo o que fez em relação ao André foi por amor, queria fazer dele um homem.

Claro que acredito que não foi por mal, mas eu não esqueço os milhares de vezes que lhe supliquei para não condescender, não dar, não facilitar ... mas ela não me ouviu, não me respeitou ... e deu no que deu.

Pediu-me que a desculpasse, pois mãe há só uma (curiosa esta afirmação) e que provavelmente teria poucos anos de vida.

Podia tranquilizá-la, dizendo-lhe que não falaríamos mais disso, que passaríamos uma esponja sobre o assunto, mas ao fazer isso, estava a enganá-la a ela, mas principalmente a mim. Estou magoada, ferida. Não sei se foi um escudo de protecção, mas sinto-me intocável pelas suas palavras doces, porque lá bem no fundo, sei que hoje as pode dizer, mas que amanhã estará pronta para me apunhalar. Sinto-me usada ... e isso entristece-me.

Alegou que saber perdoar é uma qualidade que não é para todos, pelo que apelava ao meu coração para que, a partir daqui as coisas mudassem.

Gostava muito de ter essa honrosa capacidade de perdão, mas a verdade é que não tenho. Sinto-me talvez desiludida comigo. Era tão bem mais bonito e confortável esquecer as mágoas, esquecer o passado, e viver o presente com a alegria e com o amor, que eu como filha, tinha obrigação de sentir pela minha mãe. Como filha sinto que estou a falhar. A idade torna as pessoas frágeis, e é nessa altura, que mais precisam dos que lhe são queridos, dos afectos e do amor, que eu não me sinto com capacidade para lhe dar.

Continuo disponível, a fazer o que me pede, a condescender na falta de bom senso que constato nos pedidos que me formula ... mas não o faço de coração aberto. Faço-o por vergonha ou talvez mesmo, por falta de coragem de dizer que NÃO ESTOU DISPONÍVEL.

Esta é uma situação que me está a ser muito dificil gerir e que me faz lembrar da importância de ser ter uma família estruturada e disponível para se entreajudar. Eu sou há uns anos a filha única ... com todos os inconvenientes que daí advêm. Terei de ter calma e gerir a situação com muita paciência e tolerância, o que não vai ser fácil.
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O André está a viver na casa dos pais da namorada.

Na sexta feira foi com a namorada almoçar ao restaurante dos meus sogros, e teve o displante de relatar aos avós que está aborrecido com a avó, por esta não lhe ter dado o dinheiro, quer para a viagem de ida, quer para o regresso, referindo-se a ela como a "Gaja" denotando algo que não é novidade ... uma enorme falta de respeito e educação!!!

Infelizmente, os meus sogros, à educação também não devem muito, pois quanto a mim, (e pese embora não gostem da minha mãe) deveriam tê-lo chamado a atenção, não lhe permitindo que se referisse à avó naqueles termos ... creio que é uma questão de respeito, mas não foi isso que fizeram.

Foi pena eu não ter estado presente (mas de certo que ele não se atrevia a proferir os insultos que proferiu) mas limitar-me-ia a perguntar aos meus sogros, se no ver do André a avó que lhe tem dado tudo e aparado todos os seus golpes é "Gaja" que nome pomposo terão eles, que nunca fizeram nada por ele???

Eu juro-vos que perante estas coisas ... às vezes só me apetece fugir. Acho que as coisas chegam ao cumulo da falta de respeito e de consideração, e eu já me começa a faltar a paciência para estes diálogos da treta (para não chamar outra coisa mais feia)!!!

Sinto-me entregue à bicharada!!!

Beijos
PS - Desculpem a ausência nos Vossos cantinhos. Aos poucos actualizarei as visitas.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

É Varicela mas ...

poder-se-ia chamar a REVOLTA DAS PINTAROLAS!!!

(fotos retiradas)

Beijos para todos e BOM FIM DE SEMANA!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Notícias Dele

SMS

Mãe já estou em Portugal.

Liguei-lhe.

Diz que chegou hoje a Portugal, após 3 dias de viagem de comboio. Alegou que esteve muitas horas em Marselha, Toulosse, e perto de Valladolid a aguardar pelo comboio!!! (lol). Eu não faço ideia se demora todo este tempo .. mas enfim.

O dono da obra, pretendia mante-los na roulotte durante toda a estadia. Para lhes facultar a alimentação era obrigatório trabalhar ao sabado ... uma exploração diz. Com esse valor ia ao Lidl (presumo que ainda haja Lidl em França, lol) e comprava comer para todos.

Não lhe quis dar o dinheiro que gastaram na viagem, tendo-lhes dito que ali se trabalha naquelas condições, pelo que o André diz que não está para trabalhar nas obras e lhe darem peixe para comer, e que era inadmissivel estar 4 dias sem tomar banho (mas cá em casa só não estava porque era obrigado a tomar banho pois fugia dele como o diabo da cruz).

Diz que o dono da obra deu 100,00€ a cada um, para regressarem a Portugal (quer dizer não paga a viagem de ida e paga a de regresso???!!!!!), mas que o bilhete custou quase 200,00€.

Como pagaste então o resto? Foi o meu amigo que teve que recorrer ao Visa e levantou o dinheiro.

Então e porque não vieram no carro? porque esse está armado em esperto e ficou lá, pois acredita que vai receber.

Acabei por vir pior do que fui ... mas ao menos esta experiência fez-me ter a certeza que nunca mais saio de Portugal e de ao pé das pessoas de quem gosto!!! (ui, ele vai pedinchar alguma coisa, pensei).

Perguntou pelos irmãos, mandou beijinhos para todos, e disse-me que se o pai aceitar a proposta de franhising da loja, quer ir trabalhar para ao pé do pai!!!!

Foi só o que falámos. Tenho que me encontrar com ele ... para desenrolar o novelo, pois isto é tudo muito esquisito!!!

Não seria normal ele estar chateado por eu não ter dado resposta ao SMS dele em que me informa que vai ficar sozinho em França? Se fosse comigo ficava zangada um bom tempo, e já que a minha maezinha não me tinha ajudado, eu também não lhe comunicava nada!!!! Feitios!!

É impressionante como este rapaz, nunca se sente, com o que lhe faço!! Desde pequeno que se mostrava indiferente a qualquer castigo e palmada ... e assim continua, e talvez por isso ... nada mude!!

Realmente andam para aí guionistas a matar a cabeça para fazerem o enredo de uma novela, e eu aqui com o enredo todo prontinho!!!! lol
Se conhecerem algum, deêm-lhe o meu contacto ... podia ser que ao menos ainda conseguisse fazer "render" a desgraça, e ter uma feriazinhas à maneira!!

Tenho que aproveitar, que ando "estupidamente" bem disposta, rindo por tudo e por nada (sinal de nervosismo) ... para gracejar com a vida!!!

O Di pode ou não ... sair à rua?


Como já tinha dito o Di começou hoje com varicela. Vai daí, e como tinha que ir buscar a Rita ao JI, peguei nele, meti-o na carrinha (que estava na garagem) e saímos. Estacionei o carro à sombra, e o Di permaneceu lá dentro, com o vidro semi aberto a poucos metros da escola, e lá fui buscar a Rita.

Comuniquei á professora que a reunião que tinha agendado com ela para esta tarde, teria de ficar para outra oportunidade, pois o Di estava com Varicela. Com esta afirmação, as mães dos coleguinhas da Rita afirmaram-me que o Di não poderia sair à rua. Eu aleguei que ele nem sequer passa pela rua, pois entra e sai na garagem e fica dentro do carro. Alertaram-me para ter cuidado, pois os filhos que também estiveram recentemente com varicela também não o puderam fazer, pois segundo a informação prestada pela Saúde 24, as crianças correm um sério risco de apanhar uma meningite ou pneumonia.

Assim sendo, isso inviabilizaria a Rita de frequentar o JI, uma vez que não tenho ninguém, ou que vá buscar e levar a Rita à hora do almoço, ou alguém a quem deixar o Di.
Simpaticamente tranquilizaram-me oferecendo-se para ma virem trazer e buscar.

Contudo, e embora saiba que as crianças devem ficar por casa, entendo mais isso como medida preventiva, para não actuarem como agentes transmissores do virús.

Na dúvida liguei para a Saúde 24. Falei com o enfermeiro xpto que me disse:

- Que essa era uma perspectiva alarmista da doença;
- Que o Di poderia andar na rua desde que devidamente protegido do sol (camisola de manga comprida, calças e boné), pois sol e borbulhas resulta em cicatrizes.
- Não deveria frequentar sítios onde estivessem crianças para que não as contagiasse. (medida preventiva)
- Não via nenhum inconveniente em ele andar na rua, desde que tivesse em conta estas recomendações.

Naturalmente, que a opinião de um técnico de saúde tem de ser entendida como a mais correcta, mas o que me deixa apreensiva é tratar-se da mesma fonte (Saúde 24), embora com duas posições divergentes.

O que sabem vocês sobre este assunto? Será que devo "barricar" o Di em casa?. É que quando a Rita esteve doente estava mau tempo ... mas agora, é quase um crime não sair à rua!!!

Que medidas adoptaram na varicela dos Vossos filhotes?

Está em Portugal (se é que alguma vez esteve noutro lado)

O "emigrante" apareceu!! E sei disto não porque ele me tivesse comunicado (ou a alguém) mas porque o meu cunhado o encontrou no metro. Informou o tio que tinha chegado hoje, relatou as dificuldades que por lá sentiu, mostrou bilhetes ?? (por confirmar se um ou mais que um), diz que o responsável da obra deu-lhe (lhes??) 100,00 (a ele ou a cada um?) para regressar (em).

A minha cunhada ficou de falar com o marido quando este regressasse do trabalho afim de apurar mais pormenores. Fiquei sem perceber se ele tinha vindo sozinho ou acompanhado, mas a primeira coisa que me surge interrogar é: Cadê o carro? Sim porque não acredito que fossem para França de carro e o deixassem lá!!!

Esta é uma história com muitas pontas ... e a cada segundo que perco a pensar nela, mas interrogações surgem: Ele fazia-se acompanhar de bagagem por muito pouca que fosse? Se não, alguém acredita que após uma viagem de tantos kilometros ele se andasse a passear de metro?

Mais vale eu não dizer mais nada ... vou aguardar para ver se consigo com o testmunho do meu cunhado chegar a alguma conclusão.