sexta-feira, 4 de julho de 2008
BOM FIM DE SEMANA!!!
Postado por Filipa às 15:44 3 comentários
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Será Anedota??
Mulher de 92 anos violada em lar da Misericórdia

Postado por Filipa às 15:17 4 comentários
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Um dia das minhas Férias (que se irão iniciar)

Toca o despertador … acordo… ando às apalpadelas em cima da mesa de cabeceira para encontrar aquele objecto irritante e ensurdecedor, que faz questão de marcar presença no meu dia a dia.
Consigo alcançar o botão e respiro de alívio. Subitamente, percebo que o objectivo de tamanha chinfrineira é eu levantar-me. Levanto-me quase que automaticamente, e vou ao WC. Saio da casa de banho e penso, então e agora o que faço? arranjo primeiro o comer para levar?, ou acordo primeiro os miúdos? Tento acordar a Rita … primeiro com um beijinho dizendo-lhe suavemente ao ouvido: Ritinha está na hora … vamos lá a acordar … espero uns segundos, mas ela continua ferrada.
Lanço-me para a segunda tentativa, com esperança que resulte … qualquê? Dorme que nem uma pedra.
Começo a ficar impaciente, abro o armário e a gaveta da roupa, e tiro um dos seus vestidos de ir à praia, bem como, o biquini. Continua a dormir, pelo que, decido começar por ir arranjar o comer. Abro o frigorifico, e vou tirando o comer para levar. Quando dou conta, tenho a bancada cheia, e lá vou tentando recapitular … 4 pacotes de leite de chocolate, 4 pães, 2 com fiambre, 2 com queijo, uvas, batatas fritas, 1 garrafa de litro e meio de água, 2 sumos, 1 pacote de bolachas, etc, etc, etc.
Entretanto lembro-me que tenho de ir buscar a embalagem do protector solar, para que os miúdos não fiquem todos esturricados. Tenho um sinal de alerta na cabeça … tenho medo de me esquecer … pelo que, decido ir de imediato buscá-lo.
Regresso à cozinha. Apercebo-me que o meu marido está ainda, a tentar acordar a Rita. Vou ao armário buscar as toalhas para colocar no saco. A Rita continua a dormir. Passo-me!!Chego ao quarto, e lá vou abrindo o estore e os cortinados, para a obrigar a reagir e assim espertar. Nada, continua como se nada se passasse. Começo a ralhar: por este andar chegamos à praia ao meio dia!, daqui a nada nem vale a pena ir! Se soubesse que ia ser assim tinha ficado a dormir!!!
Oiço um gemido, é o Di a fazer a sua espreguiça. Vou ao seu quarto, e sou logo recebida com uma enorme espreguiçadela e um doce sorriso. Levanto um pouco o estore e apago a luz de presença. Estendo os braços ao meu bebé, desejando-lhe um Bom Dia. Recebo um belo abraço, de um pequeno corpo ainda muito quentinho e sinto o seu cheirinho delicioso. Venho com ele ao colo e com a sua companheira inseparável … a almofada.
Entro no quarto da Rita, e vejo que já está acordada, mas ainda se encontra deitada, está à conversa com o pai. Levo o Di à casa de banho. Regresso ao quarto e vejo pai e filha, a falarem calmamente sobre a ida à praia. Penso para mim.: ...bolas, só podem estar a gozar comigo … não há meio de estarem despachados!
Vou á cozinha aquecer o leite do Di para lhe fazer a papa. Eis que oiço. Que roupa é que ela veste? A roupa que aí está!, respondo eu. Onde? Pergunta o meu marido. Venho frenética a pensar: Caraças, mas será possível que não veja a roupa em cima da cama? Entro no quarto, e ao lado da Rita, aos olhos de qualquer cego está a roupa, tal e qual, a tinha deixado. Olho para o meu marido com o ar zangado …. Como que dizendo: bolas se a roupa te mordesse … é sempre a mesma coisa!! … ele sorri!
Volto á cozinha, faço a papa, chamo o Di … num instante a papa está toda comidinha!! Meu rico menino, este sim, colabora! Limpo a boca ao Di, e vou ao quarto… finalmente a Rita está vestida, faltando o meu marido ... lembrar-se que dava jeito começar por pensar em vestir-se a ele próprio.
Vou ao armário do Di, tiro a roupa, mudo a roupa e a criança está pronta. Chamo os dois, e digo-lhes para fazerem o favor de ir ver que brinquedos da praia é que querem levar.
Vou ao meu quarto. Abro a gaveta, fecho a gaveta … e os calções e t-shirt estão escolhidos. Visto-me … dou uma passagem pelo espelho e arrependo-me de todas as porcarias que comi ao longo dos meses … não há como disfarçar … os pneus estão lá … e pior … ainda têm a lata de quererem ir à praia … e não é que vão mesmo??. Oh Valha-me deus!!! Se o arrependimento matasse!!!
Olho para o meu marido e lá está ele, finalmente vestido. Começa a gritaria Mãããeeee …. o Diogo não me dá o balde e o balde é meu, diz a Rita. Vou ao quarto e vejo que está completamente dessarrumado. Tento acalmar as crianças, ajudando-os a escolherem os brinquedos… esforço-me por explicar que não podemos levar todos os brinquedos que querem, pois não temos propriamente a camioneta do Galamas, e que é tecnicamente impraticável levar tudo.
Consigo retirar os dois do quarto, faço a cama, e arrumo os brinquedos que estavam espalhados. Fecho os estores e os cortinados. Quando já estava no corredor, lembro-me de ir verificar se as portas ficaram bem fechadas.
Regresso ao meu quarto, peço ao meu marido para ir aquecer o leite da Rita, e para a pentear. Faço a minha cama. Fecho os estores, confirmo que a porta está fechada e fecho as cortinas.
Dirigo-me para o quarto do Diogo, faço a cama, fecho o estore e venho-me embora. Penso para mim: comer arranjado, toalhas no saco, protector também, telemóvel a jeito de não ficar esquecido, portas e janelas fechadas … e eis que me lembro que me falta qualquer coisa … os chapéus dos miúdos. Abre gaveta, fecha gaveta e toca de por os chapéus na cabeça respectiva.
Olho para os dois, estão penteados mas a Rita tem a boca suja. Vou ao quarto, saco uma dodot (aqui estava uma coisa que provavelmente me iria esquecer) e limpo freneticamente a boca à minha menina. Por esta altura, o meu marido já está à porta de casa, disponibilizando-se para acartar a cangalhada toda para a carrinha. Eu continuo a pensar … falta-me qualquer coisa.
Lembro-me que a caminho da praia os miúdos se poderão queimar através dos vidros. Toca de pegar no saco, tirar as toalhas, o telemóvel, e afins, até chegar ao malvado protector … que, para dar uma ajudinha, é a ultima coisa a sair. Chamo os miúdos. Passo-lhes o dito nos braços e pernas. Ajeito os óculos que me estavam a escorregar pela cabeça abaixo. Penso mais uma vez: será que me esqueci de alguma coisa? Tenho as chaves na mão, confirmo que crianças e marido estão na rua e fecho a porta à chave. Penso: Ufa … já estava pronta era para me ir deitar … que grande trabalheira … porque é que não sou rica????
Entro na carrinha, ponho o cinto e digo: preciso de um café. A 50 metros paramos. Saímos para tomar o tão desejado. Voltamos à carrinha e aí vamos nós a caminho da praia. Os miúdos não nos deixam estar/ir calados, as perguntas sucedem-se a uma velocidade vertiginosa, nós, lá vamos respondendo. Eles … ora riem, ora se zangam ora gritam!!
Chegamos ao parque de estacionamento da praia. Tudo cheio. Bonito serviço e agora? Não posso acreditar que tenhamos de deixar a carrinha a Kms de distância!! Não!!! Iremos tentar outra praia.! Tudo cheio na mesma, mas sempre vai dar para deixar a carrinha a apenas algumas centenas de metros. Ficamos á entrada da praia, enquanto o meu marido vai estacionar. Aguardamos por ali, comigo sempre a dizer: cuidado, saiam daí, vão-se magoar, parem de embirrar, não batas na tua irmã, olha que escorregas!!! Ai … socorro … penso para mim … como tenho saudades da ida á praia tendo como companhia somente a toalha uma garrafa de agua e uma sandes (já lá vai o tempo).
Começo a sentir as banhas a diluir e a minha impaciência a aumentar. Lá avisto o meu marido. Puxo pela Rita, e ele, pelo Diogo, que logo começa a dizer que quer a mãe … e pior ... quer colo. Lá vou eu com o Diogo, o saco dos brinquedos e o chapéu de sol. O meu marido lá leva a Rita pela mão, o saco do comer, o saco das toalhas e a garrafa da água na mão.
Andamos um pouco pelo areal e eis que começo eu: é melhor irmos para ali, tem mais espaço, escusamos de estar em cima das pessoas!! Responde o meu marido, mas aí está muito próximo da água, daqui a nada a maré começa a subir e depois temos que acartar com tudo outra vez. Eu cedo …. E lá vou perguntando aqui está bem? Ele olha desconfiado … eu dou mais alguns passos … olho para ele e vejo que ainda não está convencido, mas tb não dá nenhuma indicação precisa …. Ponho o Di no chão, deixo cair o chapéu e penso …. Isto é de loucos ….. Tiro os chinelos dos pés, começo a abrir o saco para tirar as tolhas. Começo a despir os miúdos, enquanto o meu marido abre o chapéu. Volto a espalhar o protector no corpo da Rita e do Di, nos locais que não tinham sido tidos em conta.
Estendo a minha toalha, e amando-me literalmente para cima dela (aí penso, que já deve ter sido detectada uma trepidação fora do normal, pois já não tenho peso para brincadeiras destas). Tenho uma leve esperança que consiga descansar … mas as minhas crianças, fazem com que me lembre, que também elas, vieram à praia!!! Alerto o meu marido para a necessidade de pôr o protector antes de se queimar … ele não quer … fica para mais tarde!! Eu e ele, vamo-nos revezando na atenção a ter com os miúdos, que, para mal dos nossos pecados, se recusam a desviar-se um metro do chapéu de sol, pelo que, frases como esta: não mandem areia para o ar, não ponhas as mãos todas sujas de areia nos olhos, empresta a pá à tua irmã, falem baixo ou deixem-se de disparates … são uma constante!!
Passado um bocado começa o meu marido a perguntar: …o que é que há aí para comer? Eu começo a dizer o rol de comer, que pus no saco. Pede-me que lhe retire um pão com queijo, claro que o primeiro que sai do saco, é de fiambre, enfim. Pergunto á Rita e ao Di se querem comer. Respondem que Não!! Arrumo o saco e volto a deitar-me, estou sossegada 2 minutos e eis que o Di diz: mãe tenho fome: Caramba, o “sacaninha” do puto, esteve-me a ver mexer no saco ainda à pouco, não quis comer e agora é que se lembrou … espero alguns segundos a ver se o paizinho se levanta para ir ao saco … mas antes que a criança desfaleça de tanto esperar .. lá vou eu outra vez.
Sacudo a toalha do Di, limpo-lhe as mãos e sento-o. Dou-lhe o comer. Alerto o meu marido mais uma vez para a necessidade de pôr protector …mas ele teima em não querer!! Ok, penso eu: quando tiveres queimado, avisa!
Ele lá vai com a Rita à beira da água. Quando o Di acaba de comer vai ter com eles. Penso para mim: agora quem já comia qualquer coisinha, era eu. Ataco uma sandes e um leite. Eles lá estão por uns breves 10 a 15 minutos, enquanto eu como. Acabo de comer, sacudo a toalha, pensando aproveitar a distância dos meus diabretes, para tentar fechar os olhos e ouvir o mar. Deito-me, mas há sempre alguma coisa na areia que me magoa o corpo. Faço dois buracos para enfiar as mamas na areia, e ficar mais aconchegada … mas a sensação de desconforto mantem-se. Não me resta alternativa … vou ficar mesmo de barriga para cima. Viro-me para me colocar na posição … e vejo o impensável … vêem lá os meus três amores. Oh não!!! Mas porquê agora??? Pronto … fico resignada. Quanto chegam perto de mim vejo o meu marido assim com uns tons … diferentes … e digo-lhe: … Cá para mim já te queimaste, estás vermelhusco. Não, responde ele … mas já que falas, põe-me lá um bocado de protector.
Enquanto lhe passo o protector vou sorrindo … porque já sei, que imagem terá, quando acabar de tomar o seu duche vindo da praia!!! Ali estamos, sempre num grande frenesim, ora a acartar agua no baldinho, ora a tirar as areias das mãos e olhos, ora a fazer castelos na areia. Passado algum tempo, começamos a prepara-los psicologicamente para irmos embora. Eles refilam, querem ficar sempre mais um pouco … até que por fim, dizemos adeus à praia. Os sacos vêm agora mais leves … mas ainda assim, continuamos cansados … eu penso como seria bom chegar a casa, tomar um belo duche, comer algo fresco, e ir para a minha caminha descansar da ida à praia. Rapidamente me apercebo que já estou a levitar … regresso à terra, e vejo-me com o Di ao colo.
Chegámos ao piso de alcatrão e toca de esfregar os pés, dar-lhes agua fresca e tentar colocá-los na carrinha que entretanto escalda (e o ar condicionado tarda em cumprir a sua função).
Enquanto me tento livrar da areia … vejo que já temos um carro com pessoas que pacientemente aguardam pela nossa saída, para estacionarem. Começo a ficar nervosa … eu detesto ter alguém à minha espera. Num instante estou despachada … e de regresso a casa. Passados 500 metros já os miúdos dormem.
Chegámos a casa, miúdos ao colo, sacos à costas. Preparar banho, eles choramingam, pois por eles, dormiam o resto do dia …. mas depois tínhamos noitada até às tantas da madrugada, não pode ser. Revezamo-nos nos banhos dos miúdos, também nós tomamos banho. O meu marido como eu previa, parece uma lagosta, e promete que estará de molho nos próximos dois dias (é sempre a mesma coisa, todos os anos).
Trato dos sacos, sacudo as toalhas, guardo o que sobrou, lavo os brinquedos, vou tratar de alguma coisa para comer e sinto-me Exausta!!!
Mas é a isto que chamam férias? De certeza? Bolas …. Antes preferia ir trabalhar para a estiva!!!! O quê quase 3 semanas disto? Não sei se irei sobreviver …. Se virem que não dou notícias a partir de dia 07/07, preocupem-se!!! O único aspecto positivo é que talvez queime umas banhas, isto se, não for afogar as mágoas numa qualquer esplanada, a devorar caracóis e outros petiscos!!!!
PS – Cheguei à conclusão que me faltou a máquina fotográfica
Este será mais um dia das minhas férias … igual a tantos outros!!!
Postado por Filipa às 20:15 10 comentários
Obrigado Minha Querida e Grande Amiga Anocas
Uma coisa é certa, todos serão bem vindos a este Blog, pois ao optar por ter um Blog publico, quis exactamente ter algum feedback por parte de quem lê ... e felizmente, e até ver ... tenho tido pessoas que me apoiam, me deixam palavras de carinho e encorajamento, e por isso penso, porque não? Para dizer a verdade ... gosto muito dos contactos que consigo estabelecer, pois já me sinto "Amiga" de muitos dos que me visitam, pois quando não comentam já sinto a falta da sua opinião, dou comigo precupada com as situações dificieis que muitas relatam, fico feliz com as suas vitórias e alegrias, e triste com as sua angustias ... já sinto uma grande amizade pelas minhas amigas virtuais.
Já tenho recebido algumas mensagens, com as quais não concordo, mas que aceito ... não é isso respeitar a ideia dos outros? Sinto-me com capacidade para me aguentar, e aceitar a opinião de quem não concorda com as minhas ideias, convicções, ou forma de estar. Neste momento, tenho plena consciência de que este é o meu escape ... para não endoidecer de vez!!!
Gostei muito que me tivesses "chamado a atenção" e agradeço-te que o faças, sempre que bem entendas, (afinal de contas, ser Amigo, também é alertar, é dar na cabeça, entre outras coisas que tu fazes tão bem), não vá aqui a tua amiga "flipar" de vez e não dar conta, e se não forem vocês (e especialmente tu) a dares .... mais ninguém dará. Sim, porque o meu marido, já está convencido que eu já estou mesmo apanhada, e não deixa de ter alguma razão!!!
Uma Grande Beijoca para ti AMIGA!!!
Postado por Filipa às 15:16 6 comentários
terça-feira, 1 de julho de 2008
Esqueçam que eu existo
Está farta de me telefonar quer para casa, quer para o telemóvel ... eu não atendo ... pelo que decidiu fazer pressão para o telemóvel do meu marido. A conversa é sempre a mesma ... quer ver os netos ... e embora esteja farta de saber que não permitimos, não quer parar de insistir. Desta vez, correu pior, pois o meu marido, que grande parte das vezes, ouve sem dar resposta, mas hoje, não estava para aí virado pelo que disse-lhe o que ela não queria ouvir.
O meu unico receio é que ponha pés a caminho e que nos venha fazer uma espera ... colocando-me na ingrata situação de ter de a mandar embora e ter dialogos menos próprios em frente aos meus fihos. Espero bem que não tenha esse atrevimento ... pois a minha paciência está no limite!!!
Estou eu aqui na aldeola, onde não se vê, nem ouve ninguém ... e esta gente não para de me chatear. Eu sei bem o que é que ela está a pensar ... ela pensa o seguinte: como eles têm os 800,00 euros para pagar, pode ser que condescendam a minha aproximação .. eu ajudava a pagar as despesas e eles deixavam-me ver os meninos!!! Meu Deus ... há pessoas que só vêem cifrões à frente!!! Como ela está enganada!!! nem que eu tivesse que comer as pedras da calçada, mas nem eu nem os meus filhos estão à venda!!!!
PS - Sei que esta conversa, já mete raiva ... mas este Blog funciona como o meu diário, pelo que todos estes incidentes têm de ficar registados.
OUTRO ASSUNTO
Postado por Filipa às 17:18 7 comentários
As Mensagens ... agora via telemóvel
Respondi:
Seriam as chapadas mais gostosas desta vida, mas se não te importas vou esperar sentada que eu não me posso cansar muito.
O que deveria ter respondido:
Era que ficava muito contente com esta nova mudança, que seria a maior alegria que ele me poderia dar, que já era tempo de ele mudar a sua forma de estar, pois afinal de contas a vida que escolheu só o poderá arrastar para a desgraça, pelo que estava a torcer por ele, e disponível para o ajudar em tudo quanto precisasse.
Não enviei esta mensagem, pois esta ja está careca de ser usada e de se ver defraudada, pois do dizer ao fazer ..... vai cá uma diferença!!!!!! Nesta altura acredito que tenha trabalho (afinal foi sempre eu que achei que ele não arranjava trabalho pois não queria, querendo conseguia), mas, será uma questão de dias ... no máxino dos máximos 15 dias ... se assim não for .... darei com grande alegria a mão à palmatória. Oiço esta história há 4 anos. A telenovela começa sempre da mesma forma ... e o fim é sempre o mesmo!!!! Mais uma manobra para enganar os intervenientes neste processo .... mas parece-me que só conseguirá enganar as tótós da SS.
Postado por Filipa às 13:00 4 comentários
Hoje Faz 11 Anos ...
Estava no meu local de trabalho e eis que toca o telefone. Pensei que se trataria de uma simples chamada como qualquer outra … mas não.
Felizmente, nada se passara com o meu filho, mas o mesmo não poderia dizer em relação à minha irmã. Foi um choque, não só pelo acontecimento em si, mas especialmente pelo desespero da minha mãe.
Infelizmente nunca tive grande contacto com a minha irmã, que fugira de casa com 18 anos, quando eu tinha apenas 4 .. . e nunca mais a vi. Noticias dela, a minha mãe só as teve, cerca de 16 anos após a fuga. A minha irmã, residia em Yverdon na Suíça, era professora de Artes Marciais e Artista Plástica, com exposições realizadas em várias cidades suíças. Já em casa, falei telefonicamente com o pai da minha irmã, tendo-me sido comunicadas as circunstâncias em que ela tinha falecido (até então desconhecidas da minha mãe).
Nos dias seguintes tivemos de tratar da parte burocrática, com vista a realizarmos as cerimónias fúnebres na Suíça. Fomos (eu, a minha mãe e o meu tio) de carro até lá, numa viagem agonizante. Fomos recebidos espectacularmente pela comunidade portuguesa em Geneve, que gentilmente, nos cederam um apartamento para pernoitarmos nos 4 dias que lá estivemos. Foi muito complicado … ir “conhecer” a minha irmã, naquelas tristes circunstâncias, mas foi assim.
Falámos com as autoridades policiais, que nos entregaram os pertences da minha irmã …. Somente uma mochila, com alguns objectos de higiene, um livro (a minha irmã adorava ler, lendo em criança, livros muitas vezes de difícil compreensão para adultos), um leitor de cassetes e um papel escrito por ela, em que pede desculpa às autoridades policiais suíças, pelo trabalho que a sua morte iria causar. Adiantou ainda, que não tinha qualquer família a quem comunicar o óbito. Estranho não é? ….. cada vez mais compreendo o desespero e os sentimentos da minha irmã.
Deslocamo-nos à sua última morada, um apartamento que tinha deixado há cerca de 2 meses. Não havia absolutamente nada que lhe pertencesse, e que nos ajudasse a perceber melhor, o que terá dado origem a este desfecho, ficámos apenas com a ideia que andara à deriva durante esse período, pelas margens do rio, em Genéve.
Fiquei chocada, pela sensação de impotência. Umas semanas antes, tinha falado telefonicamente (e pela primeira vez em 20 anos) com a minha irmã, pedindo-lhe que não deixasse que a nossa mãe morresse, sem ter a oportunidade de a voltar a abraçar. Disse-me que talvez esse encontro se concretizasse no Natal desse ano. Tal não veio a acontecer.
Postado por Filipa às 09:30 4 comentários


