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domingo, 15 de junho de 2008

Site do Cancro da Mama

AJUDEM POR FAVOR - NÃO CUSTA NADA!
Vamos salvar o site do cancro da mama? Não custa nada! Digam a 10 amigos para dizerem a 10 amigos! O Site do cancro da mama está com problemas pois não têm o nº de acessos e cliques necessários para alcançar a quota que lhes permite oferecer 1 mamografia gratuita diariamente a mulheres desprivilegiadas. Demora menos de um segundo para ir ao site e clicar na tecla cor de rosa que diz: Free Fund Mammograms. Isto não custa nada e pelo nº diário de pessoas que clicam, os patrocinadores (Avon,Tupperware, etc....) oferecem a mamografia em troca de publicidade. Aqui está o Website: http://www.thebreastcancersite.com/ PASSEM A 10 AMIGOS PARA PASSAREM A 10 AMIGOS.

Muito Obrigado!!

(post retirado na íntegra do Blog da Patrícia - Segredos de Uma Vida a Dois).

sábado, 14 de junho de 2008

Confissões de Uma Mãe ..... Desiquilibrada

Na passada segunda feira o André telefonou-me. Disse-me que tinha estado toda a noite no concerto do Bob Synclair na praia de Carcavelos e queria-me convidar a ir com ele para a praia. Ele estava em Loures e tinha os amigos à espera no Estoril. No fundo, o que ele me devia ter dito, é que depois de uma directa não lhe estava a apetecer ir para a praia de transportes públicos, pelo que lhe dava jeito ir de boleia. Mais uma vez, senti-me usada! Aleguei que estava indisposta não podendo por isso aceder ao seu convite.

Sinceramente, lá fiquei a pensar que o André continua a revelar muito pouco bom senso. Então ele estava a imaginar-me a mim e aos irmãos no meio dos amigos Dreads, a inalar o fumo das ganzas que fumam enquanto deitam o olho às garinas que passam, ouvindo muitos palavrões para animar?? Não percebo!!

Hoje voltou a ligar-me. Queria que eu fosse tomar café com ele. Sinceramente, nunca fui tão assediada para tomar café, como agora (lol). Estes convites são estranhos, pelo que, lhe perguntei se ele estava a precisar de alguma coisa … pois tanta vontade de tomar café não era muito habitual. Disse-me que não … que era só mesmo para tomar café … pedindo-me no minuto a seguir, para que eu lhe visse, via internet, se conseguia arranjar um quarto para alugar na zona de Loures. Informei-o que tinha conhecimento de um quarto localizado nas Torres da Bela Vista, local onde vivem alguns amigos dele, ao que me respondeu que aí não queria, pois o ambiente era muito pesado!!!!! Com esta resposta ainda mais convencida fiquei que estes contactos trazem água no bico!!!

Na verdade ele está nervoso. A esta altura já recebeu a notificação para comparecer no Tribunal no próximo dia 24 de Junho, mas não sabe se nós estaremos ou não presentes, e muito menos, qual o objectivo da notificação … ele está inseguro, nervoso … pois está sem saber o que irá acontecer, pretendo por isso saber qual o meu estado de espírito, no fundo desculpem a expressão, pretende tirar nabos da púcara.

Expliquei ao André que as minhas finanças não me permitem fazer uma deslocação de 60 km para ir tomar café, contudo, abstive-me de me fugir a boca para a verdade, e explicar-lhe que ao contrário dele, não vivemos dos subsídios da Seg. Social, pelo que, o orçamento tem de ser estudado e canalizado para as prioridades, que neste caso, não passam por tomar café a tantos Kms de distância. Combinei com ele, que quando fosse para aqueles lados o contactaria.

Para ser franca não é só o André que está preocupado ou nervoso … eu também estou.
Sei que vai ser mais um dia difícil.

Para começar, irei começar por ser bombardeada com dos desabafos matinais do meu marido, que vai fazer questão de me relembrar, que:

- mais uma vez, devido aos devaneios do filho mais velho, os filhos mais pequenos terão de ir para o tribunal, que é um local pouco aconselhável para crianças pequenas (infelizmente não temos onde as deixar).
- que não fosse o compadrio da minha mãe o processo provavelmente estaria mais do que fechado.
- que teve de pedir ao colega de trabalho que se encontra de férias para ir trabalhar nesse dia, para que ele se apresentasse na conferência,
- que perderá 50,00€ da remuneração.

Para terminar, dir-me-á que se alguma vez receber alguma conta para pagar relativa a este processo … que eu posso estar certa que ele encontrará o filho nos confins do diabo mais velho … e que o matará … porque gozar com o trabalho e com o dinheiro que tanto lhe custa a ganhar é que não.

Estou certa que me dirá tudo isto enquanto me visto e/ou trato das crianças. Se me sinto escandalizada? …. Não! Compreendo que seja esta a forma que encontra para extravasar a sua ira … esquecendo-se no entanto, que talvez seja eu, a pessoa que mais sofre com todo este processo, afinal de contas eu fui a mãe presente … do filho … do pai ausente (essa foi a verdade nua e crua).

Não poderei no entanto, deixar de me sentir zangada, porque a audição de todo este discurso irá provocar em mim uma maior ansiedade, e uma maior insegurança em relação ao meu auto-controlo.

Estes encontros obrigam-me a um esforço sobre-humano. Sinto-me com calores, suores, dores de cabeça, nauseas, tremo, rio, conto até 1000 para não chorar (infelizmente nunca consegui evitar), sinto-me frágil por não conseguir aguentar a minha armadura, irrito-me comigo mesma pela minha fragilidade, ao mesmo tempo, admiro a minha capacidade de amar após tantas facadas. No fundo, … a verdade é que me sinto em mil pedaços, representando cada um deles um sentimento forte e complexo mas conflituante entre si.

O facto de eu ter alguém á minha frente que possa por em causa as minhas capacidades e a minha dedicação como mãe, é por si só revoltante …. pois acredito que talvez as pessoas que me questionam não sejam, nem fossem capazes de aguentar, amar ou perdoar um filho, como eu tenho conseguido.

Esse confronto a que me sujeitam faz crepitar em mim um misto de pena e revolta em relação ao meu filho. Estou convicta que ele não tinha o direito de me/nos fazer passar por esta situação …..

O tempo em tribunal é escasso, e os relatos são tantos que fico sempre com a sensação que não consegui transmitir os meus verdadeiros sentimentos … não poucas vezes me limito a transmitir a minha revolta e a dificuldade que tenho em aceitar o desenrolar dos acontecimentos.

Os sentimentos relativos ao AMOR que sinto pelo André, ficam sempre bem guardados, na minha gavetinha dos afectos, pois sei que, se me atreve-se a dizê-lo publicamente, seria mais uma vez incompreendida … não só pelo facto de não conseguir dizê-lo, pois iniciaria com toda a certeza um pranto sentido e prolongado, mas também porque, contaria com a “condenação” do meu marido que não compreenderia como é que era possível o André colocar-nos perante estes factos, e eu ainda ir dizer para o tribunal que o amo muito ….

Para o meu marido iria parecer uma brincadeira de crianças ….

Creio que nem ele, nem ninguém, consegue perceber … que o amor que sinto pelo meu filho mais velho … não é maior nem menor do que sinto pelos meus pequeninos …. mas é concerteza um amor diferente.

Afinal de contas este foi o filho por quem tive de lutar, que me fez sentir verdadeiramente responsável, foi por ele que tive de me impor, foi ele que me fez conhecer os sentimentos mais sublimes que podemos ter, foi ele a cria que ferozmente defendi, foi nele que depositei as minhas maiores esperanças e foi ele que as defraudou, foi ele que me fez sentir a incomoda dor da traição, foi ele que fez com que eu crescesse e lutasse por uma vida melhor, foi pela voz dele que ouvi alguém chamar-me MÃE, e foi com ele, que eu aprendi, a ser a mãe que sou hoje.

Por tudo isto … ele é um filho especial não só por ser o primeiro mas por tudo aquilo que a sua vivencia tem provocado em mim!!

Para além de todo este confronto há uma situação que estupidamente me atormenta … a saída do tribunal … imagino muitas vezes como será aquela manhã que se aproxima, como será a sala de audiências, como será a juíza, que perguntas me farão, que respostas darei … mas tenho muita dificuldade em aceitar … ver o meu filho de um lado, e nós do outro, posicionados como litigantes, como guerreiros … numa guerra com vista à obtenção de um futuro que vejo incerto e preocupante!! Ao ponto a que chegámos!!

A minha maior dificuldade … vai ser à saída do tribunal … não me imagino a sair acompanhada dos meus pequeninos e do meu marido, e deixar para trás o meu filho mais velho … eu não devia ter de passar por isto … o que é que o André vai sentir? No fundo eu não queria que ele se sentisse abandonado, mas também tenho consciência que vai ser difícil evitar este inevitável!

E com que espírito vou “mentir” ao Di, quando ele me perguntar porque é que o meu Andé (é assim que ele fala do mano) não vem connosco? Com que dor lhe vou responder que o Andé vai ter com os amigos … quando sei que o que pretendo é disfarçar uma guerra em que se debatem sentimentos, angustias e frustrações?

Parece-me que vou ter de digerir este turbilhão de sentimentos até dia 24 … pois terei de estar forte e menos vulnerável para conseguir ultrapassar esta árdua manhã que aí vem!

Desculpem a extensão deste post … as possíveis contradições …. O português incorrecto … mas só consigo que saia isto e com esta deficiente qualidade.

Desejo-vos um Bom Fim-de-semana!!!
PS - Já viram a hora deste Post ... infelizmente estas horas tardias já me são familiares ... ultimamente tenho dificuldade em dormir, estou inquieta e com umas terríveis dores de cabeça!!! Que mais me irá acontecer?

Bom Fim de Semana

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Visitas Indesejáveis

O verão passado foi o primeiro que passei aqui na minha actual morada. Gosto de aqui morar. É um local pacato e sossegado, onde as crianças podem brincar à vontade e onde abunda o ar puro. Contudo ... assim que começaram os primeiros raios de sol ... recebemos umas visitas indesejadas ... com as quais eu não contava .... as MOSCAS!
Não imaginam a quantidade de moscas que aqui existem, e que para mal dos meus pecados já estão a aparecer novamente. Por incrível que pareca cheguei a ter largas dezenas de moscas dentro de casa ... o que para além da enorme porcaria e repugnancia que me causa .... fazem alterar o meu sistema nervoso ... pois pousam em todo o lado ... o que me obriga a levar o dia a tentar afastar as ditas da minha frente .... e não há nada que as faça desaparecer.

Comprei aqueles aparelhos electricos anti-moscas ... mas nada as faz morrer ... é um verdadeiro tormento. Hoje, já tenho aqui algumas "amiguinhas" a pairar alegremente no computador, televisão, etc, etc ... ainda agora chegaram e eu já me estou a passar!!!

E Foi Assim no Hospital ...

(foto retirada)

Ontem lá fui ao Hospital. Antes de sair de casa, telefonei para o Hospital de Santa Maria a perguntar se poderia deslocar-me lá, em vez de ser ao Torres Vedras, pois este tem sido o meu Hospital de referência quer para mim, quer para os miudos, para além de ter sido lá que eles nasceram, e de eu já conhecer as instalações, coisa que não acontece com o de Torres Vedras.

Permitiram o atendimento, e assim, lá fui a caminho do HSM. Ao relatar a situação mandaram-me logo entrar, mas, estranhamente aguardei largos minutos à porta da triagem pois não estava lá ninguém. Escusado será dizer que mais uma vez me deparei com as "difuldades" do nosso sistema de saúde, mas vou-me abster de as relatar.

Quanto à Rita lá foi atendida, devidamente observada, e estava óptima. Pois isso sabia eu, pois a Rita a caminho do Hospital ia feliz e contente, a cantar dentro do carro. Quando liguei para o saude 24 fi-lo pois tinha equacionado a hipotese de se tratar de uma ligeira epilepsia .... mas a médica descartou essa possibilidade, se bem que, embora pensasse que ela apenas tinha essa reacção por uma questão nervosa, aonselhou o contacto com a Neurologia para marcar uma consulta. E é isso que eu vou fazer. Relatei á medica que eu quando tinha dois anos, sempre que era contrariada desmaiava, e após vários exames concluiram que se tratava do Espasmo do Soluço associado ao choro, uma questão puramente nervosa, e de reacção à pressão, que, segundo a minha mãe, a minha avó exercia sobre mim, pois levava os dias a chamar-me a atenção para que não fizesse ou mexesse em alguma coisa.

Contudo, a Rita não é uma criança nervosa como eu era, ela é calma ... pelo que me parece estranho reagir assim. O que é certo, é que é sempre a seguir ao choro ... que o ataque acontece ... e segundo a médica trata-se de desmaios, pois independentemente de ficar de olhos abertos, não tem reacção e não se recorda do que se passou, afirmando mesmo que não me houve a chamar por ela ... pois desmaia mesmo!

Agora tenho que aguardar duas semanas pois o Sr. Dr. que faz a triagem de neurologia foi de férias!!!!

Não estou excessivamente preocupada, embora esteja consciente que estes desmaios não são normais ... até porque, não me posso esquecer que durante os ultimos meses de gravidez foi detectado que a Rita tinha os ventrículos cerebrais em Bordeline ... ou seja se evoluissem mais ... estariamos perante um bébé com hidrocefalia.

Graças a Deus, não houve evolução ... e após grande insistência minha (registaram no livro de saude, que realizavam o exame por ansiedade materna), lá realizaram uma ecografia ao cerebro da Rita quando ela tinha apenas 8 dias e estava tudo normal ... mas agora, ... com estes episodios não pude deixar de me lembrar desta fase menos boa da minha vida. Por isso, só vou descansar quando à Rita forem realizados todos os exames que me ilucidem o que de facto se passa com a minha filha ... porque Espasmos do Soluço com uma criança tão calma .... não sei, mas não fiquei muito convencida!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Não Sei o que se Passa

Vou relatar uma situação para mim algo estranha e preocupante. Hoje estava eu a falar com a minha vizinha, e para variar a Rita andava a subir e a descer as escadas. Avisei-a várias vezes que ou estava quieta ou correria o risco de cair ... escusado será dizer que caiu mesmo, com o rabo no fundo do degrau. Comecou para chorar e quando peguei nela começo a ver que o corpo dela estava sem força. A minha vizinha começou a dizer que ia chamar o INEM. Disse-lhe que não valeria a pena ... pois eu sabia o que iria acontecer. Naquele instante a Rita começa a revirar os olhos, como se fosse a desmair, e com o corpo sem força ou reacção. Começo a chamar pela Rita e ela continua a revirar os olhos. Passados alguns segundos começa a reagir. Passados alguns minutos está no seu estado normal. A minha vizinha continua em pânico. Este episódio já é o 3º. O 1º ocorreu em Janeiro. A Rita escorregou no chão da sala. caiu. quando a fui levantar no chão ela não tinha força nas pernas para se por em pé. quando lá a pus ao colo vejo que estava a revirar os olhos, chamei por ela. não reagiu.Passados uns segundos começa a normalizar. Achei estranho mas o que é certo é que pensei que se pudesse tratar de um caso isolado, mas não. O 2º episódio ocorreu quando ela estava sentada no chão a brincar como os brinquedos e o irmão decidiu tirar-lhos. Começou a chorar de um forma descontrolada. Quando olho para ela, afim de lhe pedir justificações pelo comportamento desajustado vejo que se encostou à parede e que se deixava cair lateralmente para o chão. Começo a chamar por ela, e quando lhe levanto a cabeça, lá me deparo com o revirar de olhos. Segurei-a. Mais uma vez chamo por ela. Normalizou nos instantes seguintes. Quando lhe pergunto o que se passa ela não consegue relatar o episódio .... diz que não sabe ... que estava a dormir. Isto não é estranho? Parece que é um ataque que lhe dá ... mas na segunda vez não foi motivado por nenhuma queda ou por dor ... a unica coisa que aqui vejo em comum é os nervos ... será possível. A 2º vez ocorreu a 28 de Março. Pensei em ir com ela ao Hospital, mas sinceramente, ela regressa à normalidade ... pelo que, não sei o que fariam no Hospital. Mas tenho consciencia que estes episodios são tudo menos normais. O que me aconselham a fazer? acho que vou ligar à Saude 24. Liguei. Acharam que devia ir ao hospital. Espero que o meu marido chegue a casa para ir ao Hospital de Torres Vedras.

VISITA DE ESTUDO NO MÍNIMO "ORIGINAL"!!!!!!

Não que isto seja importante ... mas aqui no meu Concelho já não há Combustíveis ... no entanto, hoje recebo uma comunicação da escola da Rita dando conhecimento que amanhã será realizada uma visita de estudo ..... advinhem lá onde .... vá sejam criativas .... de certeza que os Vossos filhos nunca lá foram (entenda-se em visita de estudo) .... está frio ... muito frio ... juro que quando li o local da visita, pensei em convidar-me para ir também, porque quem precisava de ir a essa visita era EU!

Parece-me a mim que se trata de uma medida levada a cabo pelo Ministério da Educação para ajudar o Governo a resolver a crise dos combustíveis .... os meninos do Jardim de Infância vão .... ai que até me custa a dizer ... fazer uma visita de estudo .... AO CENTRO DE SAÚDE DE MAFRA ... já imaginaram o interessante que vai ser ... já viram as grandes probabilidades das crianças apanharem uma virose, varicela, ou qualquer outra doença!!! Não é o máximo? Já viram que assim os pais ficam de "castigo" em casa a tratar os filhotes, não necessitando de gastar combustiveis para irem trabalhar ... não é uma ideia original? Juro-vos que a visita é real .... por incrivel que possa parecer. Então não é costume dizer-se que só nos devemos dirigir a este local de risco, quando for estritamente necessário pois podemos correr o risco das crianças serem contagiadas com doenças piores que as que dão origem à deslocação ao Centro e/ou Hospital?

Pois ... mas parece que já não é bem assim!! Estou incrédula!!!!