Anocas, muitos parabens por mais um Aniversário de Casamento!!! Muitas beijocas para ti e para o J.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
A tarefa de ser Pai, cada vez mais difícil...
A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
Artigo publicado na revista VISÃO online
A DEVIDA COMÉDIA
Miguel Carvalho
(Texto recebido por e-mail)
A DEVIDA COMÉDIA
Miguel Carvalho
(Texto recebido por e-mail)
Postado por Filipa às 12:41 0 comentários
Picada de Insecto???
No domingo aproveitei o final da tarde para ver que roupa é que afinal os meus filhos tinham para usar na Primavera, tendo para isso ido buscar os vários sacos de roupa que a minha amiga Ana faz o favor de me dar quando já não servem ao filhote Eduardo. Em poucos instantes fiquei com o quarto repleto de roupas para alegria do Di que fazia questão de experimentar todas as peças e da minha sogra que estava incredula com tanta roupa. No meio da roupa dada e da que já não serve à Rita ou ao Di, eis que surgem umas pantufas de lã que encantaram a Rita. Ontem ao serão lá se lembrou das benditas panturas e foi calcá-las. Fartei-me de lhe dizer que era melhor não andar com elas porque poderia escorregar e cair. Não ligou absolutamente nada, andando a passear-se com ar de gozo pela casa fora. Entretanto, pumba .... caiu no chão. Chorou, fez beicinho e eu lá dizia ... "eu não te avisei, se não fosses teimosa nada disto tinha acontecido" ... ela coitadinha muito sentida, foi procurar conforto no colo do pai. Passado um bocado verificámos que tinha o lábio inchado, o que era estranho, pois tivemos a certeza que não tinha batido com a boca no chão. Começa o pai a alvitrar "... se calhar é herpes, ou então pode ser alergia ao baton que a animadora lhe pôs no sabado aquando das pinturas faciais .... " . Eu, que não estava particularmente bem disposta, não dei grande importancia, até que a Rita acabou por adormecer ao colo do pai. Hoje de manhã, quando a fui acordar verifiquei que está ainda mais inchado e estou sem saber o que terá sido, provavelmente a picada de algum insecto. Lá avisei que era melhor não dar beijinhos a ninguem, pois não sabemos o que é, e telefonei para o Jardim de Infância a alertar para a possibilidade de se poder tratar de um herpes (era só mesmo o que faltava) e aguardo o desenvolvimento da situação.
Postado por Filipa às 11:25 0 comentários
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Socorro ... Alguem me Ajuda
A minha Ritinha lá foi para a escolinha muito entusiasmada e curiosa por saber como é que tinha corrido a festa de aniversário da Luísa e à qual não foi, pois tinha a festinha da prima Sofia, onde se divertiu à grande, principalmente com a animadora, que para além da demonstração de fantoches fez bonitas pinturas faciais .... a festa efectivamente foi engraçada e acabámos por chegar a casa às 23:15. Lá vinha a minha Rita da escola e toda feliz abanando freneticamente um pequeno saco que logo agucou a curiosidade do Di ..... para além de gomas, chocolates e balões, vinha um chupa-chupa. O Di que teima em achar que tudo quanto está cá em casa é dele, toca de começar a puxar pelo saco para cuscar o conteudo. E lá pensou .... a minha mana é tão querida vejam só o que trouxe para mim ... estão a imaginar a guerra ... um puxa para um lado, o outro para o outro e eis que muito a custo lá consegui um acordo (a Rita iria dividir os presentinhos pelo irmão, meu Deus como é boa menina!) mas o Sr. Di entendeu que dividiam tudo menos o chupa, ... conclusão, berrou, esperneou de tal maneira que acabei por lhe dar uma palmada no rabo para que acabasse com o aquele estado de histeria .... mas pensam que se intimidou? nada!!! estive a gramar com a berraria durante 15 minutos, com a Rita a queixar-se de já ter dores de cabeça ....e só se calou pois fui pô-lo de castigo no quarto, dizendo-lhe que só sairia se acabasse com o barulho .... e ele la se convenceu .... eu já estava a ficar passada!!!
Postado por Filipa às 16:43 1 comentários
sexta-feira, 4 de abril de 2008
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